sexta-feira, 18 de maio de 2007

AS FLORES VIRTUAIS

Enzo Carlo Barrocco



















Estou saindo para não morrer
de solidão e tecnologia,
armo a palavra e sobre a língua vária
fecho as cortinas da melancolia.

Somente a luz virtual e fria
apodera-se dos meus dedos brancos
entretanto, entre solavancos
ando à procura de aves retirantes.

Que importa a música e a estrofe
que o tempo não tem rédea ou peia,
a cada hora a palavra muda,

a cada dia tudo mais se afeia,
hoje o perfume sensual das flores
busco nas telas dos computadores.

Um comentário:

anjoazul poesias e cia disse...

"a cada dia tudo mais se afeia,
hoje o perfume sensual das flores
busco nas telas dos computadores."

Flores coloridas...mas não tem cheiro, não tem textura...ainda assim fazemos o login...

Amei tua poesia.