quarta-feira, 30 de maio de 2007

VERBENA
















Enzo Carlo Barrocco

Havia calor em seu torso esguio,
a respiração arfada,
suor entre os seios tremeluzentes.
Seu ventre bruno de verbena e luz
prefaciava uma lua de hormônio
e sêmen.

Abaixo, as coxas semi-abertas
e a frincha (fruta-carne)
de lábios sumarentos, fulvos.

A respiração arfada;
havia calor em seu torso esguio.

Um comentário:

Analuka disse...

Sim, a letra respira, palpita, suspira, pulsa, delira neste teu poema! ... Abraço, Enzo.