sexta-feira, 24 de agosto de 2007

ETERNIDADE

Enzo Carlo Barrocco



Teu rosto no vitral, a chuva e a luz
que escorrem lentamente dos meus olhos

ganham a eternidade nos refolhos
destes versos, desesperadamente, azuis.

Nos vitrais, muito embora, embaçados

vê-se ainda o contorno do teu rosto,

é urgente o sorriso anteposto
rente aos teus olhos desolados.

Nas linhas arqueadas destes versos
ponho lume e pedra, cataclismo;
tenho subjúdice o histerismo

com o qual me diluo e me disperso;
entretanto, vou ter sempre em mim imerso
o teu rosto inteiriço de lirismo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Excelente texto meu caro Efraim. Sua qualidade literária é respeitável... eu o admiro. Abraços, Dionisio Teles

Nádya Haua disse...

Oi Efraim, desculpe-me a demora em visitar-te, pode puxar minha orelha, viu? rsrsrsrs
Meu amigo, seus textos são simplesmente maravilhosos!!!!!Gostei e muito!
Um grande abraço fraterno e os desejos de um fim de semana maravilhoso.
Nádya Haua