sexta-feira, 24 de agosto de 2007

A IMAGEM PERFEITA DA DESTRUIÇÃO

Crônica
por Enzo Ca
rlo Barrocco

Queimadas no Pará: crimes hediondos que degradam o meio-ambiente

É impressionante o descaso para com o meio-ambiente por parte das autoridades, sejam elas municipais, estaduais ou federais. Assisti a uma reportagem no sábado, 18.08, em uma emissora de televisão falando que o Pará é o Estado da Amazônia que mais provocou queimadas no mês de agosto. Imagens que mostravam áreas a beiras de estradas com fogo tão alto e cortinas de fumaça intransponíveis que motoristas e motoqueiros, algumas vezes, tinham que recuar. Fazendeiros inescrupulosos que realmente só pensam em seus próprios lucros e que põem fogo nessas áreas para, algum tempo depois, essas áreas virem pasto para o gado. Pequenos agricultores que apenas trabalham pela própria subsistência, também produzem este tipo de artifício, às vezes, inconscientemente, não atentando para o perigo que as queimadas representam para plantas animais e pessoas. Aí eu pergunto: onde estão os órgãos do Governo que não agem contra este tipo de atividade e que, em alguns casos, são verdadeiros crimes contra a vida humana? Onde estão os órgãos estaduais do Pará responsáveis por florestas e meio-ambiente? Por que não imputar multas pesadas a esses fazendeiros que pensam ser os donos do Estado? Pequenos lavradores deveriam receber treinamento em outras técnicas que substituam a famigerada queimada. E os Ibamas da vida, onde estão? Só neste mês de agosto o satélite do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) detectou mais de dois mil focos de queimadas em todo o Estado, inclusive ultrapassando o Estado de Mato Grosso neste item. O Pará se transformou numa fornalha. O trágico disso tudo é que não é apenas o Pará que vive esse horrível drama, mas vários Estados brasileiros, principalmente e lamentavelmente aqui no norte do Brasil e Centro-Oeste. Em todo o planeta a biodiversidade grita por clemência, e pessoas, sem nenhum escrúpulo estão acelerando todo o processo de destruição. Francamente: apelar para quem?

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