segunda-feira, 29 de outubro de 2007

OFÍCIO

Enzo Carlo Barrocco



É bela, meu poeta, a tua
boca,
lua cheia e flava
na noite feia;
raio esplendoroso chicoteando
o limiar do horizonte.

Dê-me uma frase
e se ilumina-me os olhos.

Retira, meu poeta, da horrível
madrugada,
uns pirilampos
e os coloca na última
palavra
do teu verso.


Um comentário:

Deborah (pseudônimo Alma Collins) disse...

Todo o poeta espera a última frase da inspiração divina. Por vezes ela desaparece, mas quando chega, enche de alegria e ritmo a simples página em branco. Linda poesia. Parabéns. Um grande abraço