terça-feira, 30 de outubro de 2007

POEMA PARA NÃO ESQUECER

Enzo Carlo Barrocco























Venho pouco,
meus lábios de vime,
a solidão na face,
o que se possa doer. 

Venho longo
e minha sombra
sobre as folhas gretadas
de azul e mármore. 

Venho, assim,
nesta nau grotesca;
singra a quilha o corpo gris...
venho escanchado no lombo do poema.

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