quinta-feira, 11 de outubro de 2007

SOL DE ACRÍLICO

Enzo Carlo Barrocco



Veja a rua,
meu poema-paralelepípedo
rijo e mau,
estende-se sob um sol de acrílico;
há uma dor pulando o muro gasto.

Pronto! Tudo é frágil
à sombra desimportante do meu
verso.
Sou o que seja...
Ave ribeirinha imóvel
à beira d'água.

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