sexta-feira, 26 de outubro de 2007

UM ÚNICO POEMA

Enzo Carlo Barrocco



 

















Nos galhos retorcidos da manhã
os pássaros repousam - luz e paz -
que ainda dá tempo de criar
um céu turquesa que não vemos mais.

Ainda resta um pouco de silêncio
nos lábios amarelos destes dias,
que o tempo se encaminha bem depressa
a um não sei quê de melancolias.

Eu bem sei, ainda, que dá tempo
de um poema, um único poema,
se é loucura, então que seja extrema;

súbito as aves repousadas,
num único revoo riscam a manhã
com suas cores híbridas/douradas.


Um comentário:

alessandra disse...

o vislumbre da natureza nos versos... beleza e suavidade! Beijos