quinta-feira, 8 de novembro de 2007

COLHEITA

Enzo Carlo Barrocco





 











Colho as manhãs de chuva
e folhas,
de gente embuçada;
colho este poema avulso.


Lavoura branca de luas inexistentes,
eitos rubros de palavras.
Ainda restam orvalhos pelos versos
e um vento agudo no meu rosto azul.


Colho as manhãs de chuva
e folhas
de gente embuçada;
colho este poema avulso.


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