quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

O CANTO NOTURNO DAS ALMAS LIVRES

Enzo Carlo Barrocco






















O canto noturno das almas livres
ecoa sobre os muros concebidos
pelas mãos decrépitas de anjos,
anjos negligentes, imprecisos... 

Por ora um silêncio aterrador
no deserto lúgubre da rua
varre os lábios cálidos das horas.

Esta solidão que insinua
a frágil madrugada que se segue;
estrada ladeada de reclamos

- o canto noturno das almas livres.
O tempo se apressa, corre a noite
desapercebida dos mistérios
que nem mesmo nós, sequer, notamos.

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