terça-feira, 15 de janeiro de 2008

CANÇÃO NOTURNA

Enzo Carlo Barrocco



Silêncio gris, noite pequenina
lua vergada, madrugada urgente
casinha simples por sobre a colina.

Noite adentro solidão crescente,
seus lábios pretos me dirão suaves
palavras gastas, repentinamente.

E o poeta (criatura esparsa)
sorve a noite gota a gota; o brilho
momentâneo dessa bela farsa.

Casinha simples por sobre a colina,
lua vergada, madrugada urgente,
silêncio gris, casa pequenina.

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