sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

ANJOS PELA TARDE

Enzo Carlo Barrocco





















Pela tarde
os anjos se demoram,
alvas mãos, faces reluzentes;
não tarda a noite sobre a paisagem
os frutos se apoderam do silêncio.
 
Posto que os anjos deixam
rastros tênues sobre as lígunas do tempo;
é belo o azul que procede dos seus passos,
é bela a tarde que se verga sobre nós.

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