terça-feira, 11 de março de 2008

PRAÇA, MADRUGADA, CHUVA

Enzo Carlo Barrocco

 




















As prostitutas vagam pela praça,
sombras trêmulas
sob as luminárias.
Gente bêbada em cadeiras brancas

cospe palavras fermentadas.

Saias curtas, shorts curtos,
dignidade curta.
Seios e sonhos perscrutam a chuva.
Outro bando de aves noturnas
pousam para os lados da P.V.

Outras mulheres, ocasionalmente, homens,
e suas vozes graves
sob uma lua tirante a grená. 

Falsos decotes, falsos cabelos,
meias-calças falsas.
Ambos os sonhos semeiam as calçadas...


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