segunda-feira, 5 de maio de 2008

JIRAU DIVERSO N° 24

JIRAU DIVERSO
Nº 24 – fevereiro.2008
por Enzo Carlo Barrocco


A POESIA AMAPAENSE DE ALCINÉA CAVALCANTE

O POEMA


ESPERANÇA

Há de chegar o dia
em que descobrirás
que a ternura é azul
e o amor
tem as cores do teu sonho.
Neste dia
eu estarei à tua espera
com as mãos
cheias de arco-íris.

A POETA

Alcinéa Cavalcante, amapaense de Macapá, poeta, cronista e jornalista, no convés da fragata desde 1956, até agora tem dois livros publicados (“Dez Poemas” e “Estrela Azul”) e já participou de várias coletâneas e antologias. Como jornalista, Alcinéa é uma incansável denunciadora dos desmandos dos políticos do Estado do Amapá sendo, inclusive, processada por alguns deles. Mas Alcinéa não se cala e leva, brilhantemente, sua luta adiante. Avante Alcinéa, bela voz da poesia amapaense!

***

ESTANTE DE ACRÍLICO

Livros Sugestionáveis

O Paraíso do Vira-bosta (ensaio)
Autor : Emil Farhat
Edição: T.A. Queiroz, Editor
Uma abordagem sobre os vícios e os viciosos do funcionalismo que não estão só em Brasília, mas em todo o Brasil. A saga dos espertalhões que se ancoraram no serviço publico para fraudar o estado brasileiro.

O Canto dos Meus Cantares (Poesia)
Autor: Manoel Bispo Correa
Edição do Autor
O paraense Manoel Bispo Correa mostra uma poesia centrada no subjetivismo. Sua escrita, em alguns poemas, beira o cordel evocando a rima e o ritmo peculiares daquele gênero. É a poesia do norte do Brasil fazendo-se notar.

Os Palmitais (Romance)
Autor: Sant’ana Pereira
Edição: Editora Cejup
A ganância das grandes empresas da Amazônia é contada neste romance que veio a propósito, já que a devastação impera neste pedaço do Brasil sem que ninguém tome providências.

***

A FRASE DI/VERSA

Não me faças sonhar... que meu sonho transborda!
Eu sou bem um boneco a quem se dando corda
Não se pode deter.
. Giuseppe Ghiaroni (Paraíba do Sul 1919) poeta e jornalista mineiro

***

DA LAVRA MINHA


O SÚBITO VÔO DA PIPIRA IMPRUDENTE

Enzo Carlo Barrocco

O gato sobre o muro
observa a pipira incauta
no galho da papoula.

Sombras no quintal,
um vento,
a um canto garrafas emborcadas.

Um velho poço à esquerda,
roupas no varal,
o súbito vôo da pipira imprudente.


Um comentário:

Alcinéa Cavalcante disse...

Enzo, estou super envaidecida por mais uma vez fazer parte do seu jirau.
Ontem passei aqui e tomei a liberdade de levar um poema teu pro meu blog. Eu amo tua poesia.
Beijos