terça-feira, 20 de maio de 2008

UMA FLOR DO CANTEIRO DE JORGE


Jorge Lúcio de Campos
(Rio de Janeiro 1958)
Poeta Fluminense

MIRAGEM

Não vejo como prever
a pele despida, funámbula

com detalhes de âncoras
e arpejos de sol

apesar seja estranho
o riso triste, pousado

nos lábios – o olhar
distante, bifurcado

encharcado
de mar

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