quarta-feira, 10 de setembro de 2008

JIRAU DIVERSO Nº 31

JIRAU DIVERSO

Nº 31– setembro.2008

por Enzo Carlo Barrocco


A POESIA PARAIBANA DE BELO DE SOUZA


O POEMA


A FLOR

Se queres ser feliz

Medita todos os dias

Na beleza que se apresenta

Diante de ti

Olha aquela flor

Uma formosura perfeita

Criação superior

Tanto quanto as estrelas.


O POETA


José Belo de Souza, paraibano de Guarabira, poeta, no convés da fragata desde 1947, direciona a sua poesia para a leveza e a simplicidade das exuberantes paisagens paraibanas. Até pouco tempo, Belo era um simpático vendedor de pastéis na praia do Cabo Branco, em João Pessoa. Hoje, como membro da Academia Paraibana de Poesia, vê seu livro “Sentimento das Horas”, publicado em 2005 pela UFPB, já na 2ª edição. O meio-ambiente tem na pessoa de José Belo de Sousa um importante defensor.


ESTANTE DE ACRÍLICO


Livros Sugestionáveis


Porantim (Poesias)

Autor: João de Jesus Paes Loureiro

Edição: Editora Civilização Brasileira

A voz de Paes Loureiro ecoa mata adentro alertando bichos e homens quanto ao aniquilamento da floresta. Belos cânticos que nos levam a lugares esplêndidos e eivados de poesias.


Versejar a Voz do Ser é Ser de Si Algoz (Poesias)

Autor: Adriano Smaniotto

Edição: Fundação Cultural de Curitiba e Imprensa Oficial do Paraná

A poesia práxis aqui bem representada, embora alguns poemas não sejam amarrados somente a esse estilo. Assim o autor vai tecendo a sua trama poética forjada com a competência de seu estilo personalíssimo.


Romeu e Julieta (Teatro)

Autor: William Shakespeare

Edição: Editora América do Sul Ltd.

Poucos desconhecem esta maravilhosa estória, embora poucos a tenham lido. Uma peça de teatro concebida pela mente genial de William Shakespeare, ícone da literatura mundial.


***


A FRASE DI/VERSA

A ignorância é uma situação que isola a pessoa tão hermeticamente quando uma prisão.

- Simone de Beauvoir (Paris 1908 – Idem 1986) romancista, ensaísta e filósofa francesa


DA LAVRA MINHA


SENTENÇA


Enzo Carlo Barrocco


Um pé de manga germina no quintal;

evidente sua morte prematura

pelo fato

de um terreno delimitado.

Um broto afoito e iluminado

Ganhando vida

entre a insipiência dos estúpidos.


Como uma ninhada de gatos

jogados na rua

à própria sorte,

aquela árvore

não sentirá o sopro de Deus

nas noites de outubro.


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