quarta-feira, 15 de outubro de 2008

JIRAU DIVERSO Nº 32

JIRAU DIVERSO

Nº 32– outubro.2008

por Enzo Carlo Barrocco



A POESIA TOCANTINENSE DE ZECA TOCANTINS



O POEMA



FIM



Agora que o sol

se põe

no céu de nossos desejos


vejo afogadas

em sonhos

promessas ardentes de beijos.


Acaso precipitamos

aquele

amor tão bonito?


Ah! Tão depressa

chegamos

ao que julgávamos infinito.


O POETA



José Bonifácio Cézar Ribeiro, o Zeca Tocantins, Tocantinense de Xambioá, poeta, contista, cantor e compositor, no convés da fragata desde 1958, é um artista múltiplo onde a palavra ocupa o eixo central. Sempre engajado culturalmente, Zeca já participou de diversos festivais de música em várias regiões do Brasil. Um poeta preocupado com os rumos da literatura na região Tocantina, principalmente a de Imperatriz, no Maranhão, onde atualmente reside.



ESTANTE DE ACRÍLICO


Livros Sugestionáveis


Cabanagem – A Revolução Popular da Amazônia (Ensaio)

Autor: Pasquale di Paolo

Edição: Edições CEJUP

Uma nova visão da Cabanagem (Revolução ocorrida no Pará entre 1935 e 1940) sob a acurada perspectiva de Pasquale di Paolo recuperando a rica memória histórica da Amazônia. Um documento inapreciável.


Contos Avulsos

Autor: Machado de Assis

Edição: Ediouro – Grupo Coquetel

O conto bem contado, imagens bem descritas, enredos espetaculares. O excelente Machado de sempre, organizado e prefaciado por R. Magalhães Júnior, membro da Academia Brasileira de Letras


Os Irmãos Karamazov (Romance)

Autor: Fiodor Dostoiévski

Edição: Ediouro – Grupo Coquetel

Uma das grandes obras de Dostoievski, jóia da literatura mundial, com introdução de Otto Maria Carpeaux. Um romance extraordinário, com a marca inconfundível deste escritor russo.


***


A FRASE DI/VERSA


Enquanto a cor da pele for mais importante que o brilho dos olhos haverá guerra.

- Bob Marley (Saint Ann 1945 – Miami, EUA 1981) cantor, compositor e instrumentista jamaicano



DA LAVRA MINHA



A rua estreita se move sob a lua



Enzo Carlo Barrocco



A rua estreita se move

sob a lua,

hoje não chove,

a claridade se espraia sobre o bairro.

Gente pelos pátios,

nas calçadas;

ainda é cedo para

cadeados e correntes.


Logo mais a lua vai embora,

gatos, luminárias

e algum poema vago

sobreviverão à fria aragem

que se arruma

e, lentamente,

chegará com a madrugada.


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