quarta-feira, 19 de novembro de 2008

LUAS IMAGINÁRIAS

Enzo Carlo Barrocco




Duas luas imaginárias:

os teus olhos que não compreendo;

finjo que não te vejo,

finges que não estás me vendo.


Sinto que me notas

por baixo dos cílios, furtivamente,

teu vestido é muito mais belo

que um sol poente.


Segue a tarde, um sol meio baixo,

é bela a tua sombra esguia,

pelos beirais das casas simples

vai fugindo o dia.



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