segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

FRANCISCA

Enzo Carlo Barrocco



Sempre que era tarde teus cabelos
encontravam a luz do dia,
a tua sombra esguia me lembrava um poema.

A minha mãe beijava as tuas mãos
longas, nodosas, surreais; a felicidade é sempre um momento
no passado
que não demos o devido valor;
os dias felizes eu não notava.

Não te vejo mais e, para toda a eternidade,
não mais te tocarei
(anjo adulto).
Ficarás eterna nas faces brunas dos que estão por vir.



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