sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

O POEMA E AS ROSAS


Enzo Carlo Barrocco





Vinhas leve, a rua molhada,
a chuva certamente não voltaria,
o brando vento inundava a tarde,
as tuas roupas, os teus cabelos.

Sim, o crepúsculo nascia nos teus olhos;
tarde de maio, simétricos feixes
de luz no final do dia.
Existia perfeição na paisagem toda.

Mas não reparavas nesses detalhes breves,
havia negligência dos teus passos,
desaparecias nos meandros das ruas.
Cultivo hoje lamentáveis rosas.



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