sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O ESPANTALHO

Enzo Carlo Barrocco




Eu não sou de espantar,
espantalho à espera do pássaro;
infeliz, mas atento a um olhar.

De repente um sol casual,
e um vento lacerante desfaz meus cabelos
no flavo infinito do milharal.

Olhos parados, alma vulgar,
imóvel, impávido, patético,
como bem disse eu não sou de espantar.


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