terça-feira, 27 de janeiro de 2009

JIRAU DIVERSO Nº 35



JIRAU DIVERSO

Nº 35 – janeiro.2009

por Enzo Carlo Barrocco



A POESIA MOÇAMBICANA DE DOMI CHIRONGO


O POEMA


Exactidão

Em cada poema
escorrem muitas verdades
algumas mais virtuais
que outras
outras mais reais
que algumas
e nessa ponte
versificada
vai-se denunciando
muita porcaria,
os lacaios
ratos
ratazanas
e tantas outras asneiras
que não cabem
nas letras.


O POETA


Domi Chirongo, moçambicano de Maputo, poeta e jornalista, no convés da fragata desde 1975, é umas das belas vozes da poesia de Moçambique deste início de século XXI. Domingos Carlos Pedro (seu nome verdadeiro) é um ativista cultural empenhado em ajudar o povo menos favorecido de seus país participando de diversos projetos de ação comunitária. Descubramos Domi Chirongo, atualmente coordenador da União Nacional dos escritores de Moçambique.


ESTANTE DE ACRÍLICO


Livros Sugestionáveis


O Braço Direito

Autor: Otto Lara Resende

Edição: Companhia das Letras

O mundo banal de uma pequena cidade do interior de Minas Gerais. A insignificância e o egoísmo de um homem tolhido pela sua fragilidade.


Van Gogh Cartas a Theo (Série Rebeldes Malditos 10)

Autor: Pierre Ruprecht

Edição: L&PM Editores

As desesperadas cartas que o genial Vicente Van Gogh escrevia ao seu irmão Theodore. A loucura se acentuando a cada correspondência enviada e o alucinado desejo de compartilhar suas amargas experiências.


Um Nikkei na Terra dos Tembés (Ensaio)

Autor: Akira Nagai

Edição: Alves Gráfica e Editora

A vida do autor desde a sua infância nas terras de Tomé-Açu, no Pará. Narrativas curtas, prosaicas, surpreendentes dos imigrantes japoneses que implantaram a colônia em 1929 no Vale do Acará.


***

A FRASE DI/VERSA


Eu não sou contra o progresso

Mas apelo para o bom senso;

Um erro não conserta o outro

Isso é o que eu penso.

- Roberto Carlos (Cachoeiro do Itapemirim 1941) cantor e compositor espírito-santense

- Erasmo Carlos (Rio de Janeiro 1941) cantor e compositor fluminense




DA LAVRA MINHA


PROA


Enzo Carlo Barrocco


A mão cabocla veleja a tarde,

na paisagem

floresta e rio.


O ribeirinho domina a mata,

a embarcação e o tempo;

a proa aparta as águas.




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