terça-feira, 27 de janeiro de 2009

VER-O-PESO

Enzo Carlo Barrocco




Ver-o-peso
a madrugada,
a lua, a Guajará.
Qual ave rija
a doca espia,
terna e fria,
a face do
primeiro homem.

As mãos trabalham
o porto: a dor
desta partida.

O tempo pousa
enquanto que Belém
ainda respousa, linda.

Acorda Ver-o-peso,
ponto aceso,
trilha exata
do caboclo.

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