segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

AS TAPERAS

Enzo Carlo Barrocco





Eu amo as velhas taperas,
os indícios da antiga casa,
as árvores frutíferas
que não puderam
seguir.

O mato crescendo
sobre os sonhos que ficaram;
os vultos
sob as sombras esquecidas,
o quintal coberto de folhas.

Onde houve vida
o silêncio se apossou de tudo;
o igarapé passa tranqüilo
igapó abaixo.

Extensas sombras,
logo mais à noite,
habitarão
os antigos quartos abandonados.

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