sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

A POESIA MINEIRA DE ADRILES ULHOA FILHO


O POETA





Adriles Ulhoa Filho, mineiro de Paracatu, poeta, no convés da fragata desde 1937, conserva em seus escritos os gostos e os sabores das Minas Gerais, a vida e os afazeres do interior, as belas paisagens mineiras dos anos de 1940 e 50, cujas poesias continuam atualíssimas, por sinal. Adriles, presentemente, é membro da Academia de Letras do Noroeste de Minas, onde ocupa a Cadeira nº 6. O poeta, embora tenha morado por 28 anos na capital paulista, fixou residência em Belo Horizonte. Trilhemos os caminhos poéticos de Adriles e a sua literatura de boa nota.



A POESIA



Antigo


Acorda, Petrúcia.
Desperta, Vicença!
Não deixem que o tempo
As venham tomar.

Embrenhem nas brumas,
Acoitem nas trevas
Não deixem que o hoje
As venham levar.

Caminhem nas matas,
Dispensem os leitos
Não deixem que o novo
As venham mudar.

Caladas, silentes,
Fiquem na escuta
Não ouçam o presente
Que as querem alcançar.

Enquanto dormias
Fiquei na vigília.
Velei os teus sonhos,
Postado, a rezar.

Agora, despertas!
A aurora raiando.
Não deixem o eterno,
De novo, escapar.



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