segunda-feira, 9 de agosto de 2010

VIMOS DO FIM DO MUNDO

Enzo Carlo Barrocco



Vimos do fim do mundo
trazendo a parte escura que nos cabe;
da noite profunda,
insondável,
inabitável.

Todos os caminhos se intercruzam
nos frágeis bordados da manhã;
este dia que começa fresco
não diz, absolutamente, nada
sobre qualquer ameaça.

Façamos, portanto,
o que tiver que ser feito,
não nos preocupemos
com a neblina que,
porventura, venha a se formar.

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