quinta-feira, 9 de setembro de 2010

PORTO E MAR

Enzo Carlo Barrocco




Este silêncio desacelera a noite,
uns barcos velhos repovoam os portos
quase mortos de cansaço e sono
e abandono seguem vento e almas.

Nem se avista o farol distante
a nau perdida e seu marinheiro,
o mundo inteiro velejou sozinho
num caminho de horizonte e céu.

As marés tão vagarosas! Entendo
o ponto certo dessa preamar;
navegar, bússolas quebradas.

Enche a noite uma aragem fria,
desce a neblina que muito se estende
calmamente sobre porto e mar.

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