quarta-feira, 27 de julho de 2011

SOLIDÃO DE TUDO

Enzo Carlo Barrocco


O dia pardo pousa
sobre as coisas;
tudo embuçado
à procura de luz.

Um barco no aclive
da manhã
desliza moroso
pelo lombo do tempo.

O mar, a praia,
beijos, beijos...
Solidão de tudo
na manhã cinzenta.

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