sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A POESIA PARAIBANA DE ANGÉLICA LÚCIO

O POEMA


Pétrea



Por vezes,

me sinto pedra

pele salgada

sob a língua vermelha

em esgares de náufrago

estátua translúcida
sumindo em saliva: 
a eterna mulher de Lot.





A POETA

















Angélica Gomes de Oliveira Lúcio de Sousa, paraibana de Patos, poeta e jornalista, no convés da fragata desde 1974, trabalha seu texto poético sobre a finíssima lâmina que separa o sacro do lúbrico. A poesia forjada a ferro e fogo onde se podem observar sutis labaredas. Angélica já participou de alguns concursos literários obtendo excelentes resultados. Rigor e economia nas palavras, mas não na beleza dos seus versos. Excelente poeta advinda do sertão paraibano, radicada atualmente na capital João Pessoa.



Um comentário:

Douglas Fontes disse...

Oi Lindona !!! Lembra de min... Douglas Fontes, Seu amigo e colega de Escola,sinto saudade da paz que o teu rosto transmite. Até hoje nunca encontrei uma pessoa que pudesse superar a tua inteligência e capacidade entra em contato em :
fontesdouglas@uol.com.br

Douglas Fontes