terça-feira, 16 de outubro de 2012

LAREIRA


Enzo Carlo Barrocco





















Ante à lareira
teu corpo magento;
o carmim das brasas
coadunam com teus lábios.

À lenha rutilante
teu corpo todo se aquece;
e este frio
penetrando as frinchas
traz à casa silêncio e arrepio.

Pode haver uma lua
lá fora,
sobre as araucárias,
sobre os eucaliptos.

A madrugada, no entanto,
aqui dentro,
vagarosamente se transforma
num poema.


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