terça-feira, 1 de abril de 2014

SOL DE ACRÍLICO

Enzo Carlo Barrocco





Veja a rua,
meu poema-paralelepípedo 
rijo e mau,
estende-se sob um sol de acrílico;
há uma dor pulando o muro gasto.

Pronto! Tudo é frágil
à sombra desimportante do meu
verso.
Sou o que seja...
Ave ribeirinha imóvel

à beira d'água.


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