sexta-feira, 7 de agosto de 2015

LAVRA LIBERTINA

Enzo Carlo Barrocco























O mar resvala a língua
sobre a areia,
cio permanente
entres os astros distraídos.

Alvorada e
crepúsculo se alternam
sobre a abóbada dessa alcova
ardente.

A areia em afável entrega,
e o mar com sua lúbrica 
língua salgada
segue em sua lavra libertina.

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