quarta-feira, 16 de agosto de 2017

A POESIA PAULISTA DE CARLOS FELIPE MOISÉS



A POESIA PAULISTA DE CARLOS FELIPE MOISÉS

O POEMA

AS FORMAS DO BRANCO

Caminho pela neve
e o mundo principia neste branco.
Tenho a verdade, sonho breve,
branco retido no branco.
Girassol amanhecido longe,
a verdade apareceu-me nesse branco.
Tempo devorado como carne, corpo ferido,
vermelho sobre o branco.
Os pássaros nascem nas nuvens,
azul distante.
Tinha a verdade, perdi-a;
branco escondido no branco.


O POETA 























Carlos Felipe Moisés, paulista da capital, poeta e crítico literário, no convés da fragata desde 1942, no início da carreira participou de um grupo de jovens escritores de São Paulo e Santa Catarina chamado de “Os novíssimos”. Moisés é um poeta dos nossos tempos, levando para os seus escritos os sons e as cores que encantam ao primeiro contato. Pós-modernidade de lirismo na excepcional poesia de Moisés.

segunda-feira, 7 de agosto de 2017

JIRAU DOS CÉLEBRES: CAREQUINHA


TÁ CERTO OU NÃO TÁ?



George Savalla Gomes, o Carequinha (Rio Bonito 1915 – São Gonçalo 2006) palhaço, ator e cantor fluminense, nasceu de uma família circense, já que, tanto o seu pai como a sua mãe eram trapezistas. Carequinha nasceu no picadeiro pois sua mãe estava fazendo uma performance de trapézio quando entrou em trabalho de parto. Já aos cinco anos de idade deu início à sua carreira no próprio circo da família. Depois, aos doze anos já era palhaço oficial de um circo pertencente ao seu padrasto. Em 1938, na Rádio Mayrink Veiga, num programa chamado Picolino, estreou como cantor. Foi o primeiro palhaço a ter um programa de televisão no Brasil, o Circo Bombril, depois rebatizado como Circo do Carequinha, nas décadas de 1950 e 1960. Esse programa ficou por 16 anos no ar na antiga TV Tupi. Carequinha também se apresentou com o seu circo na TV Gaúcha, atual Rede Brasil Sul de Comunicações, como também na TV Difusora de Porto Alegre. Em 1976 foi tema de um documentário realizado pelo cineasta Roberto Machado Júnior. Na TV Manchete, nos anos 1980, apresentou um programa chamado Circo Alegre. Na TV Globo, participou brilhantemente do programa humorístico A Escolinha do Professor Raimundo e, surpreendentemente, na novela As Três Marias. Seu último trabalho na televisão foi na minissérie Hoje é Dia de Maria, em 2005. Carequinha tinha vários bordões, sendo o mais famoso o “Tá Certo ou Não Tá?”, que ficou conhecido no Brasil inteiro. Carequinha dizia que queria ser enterrado com a cara pintada – segundo ele, para alegrar os mortos. Mas a família não atendeu esse pedido. Permitiram, porém, que ele fosse sepultado vestindo uma roupa de palhaço. Carequinha deixou um grande legado nas artes brasileiras, cantando, interpretando e disseminando alegria não só entre as crianças como também nos adultos. 

terça-feira, 1 de agosto de 2017

terça-feira, 4 de julho de 2017

JIRAU DOS CÉLEBRES – ROSINHA DE VALENÇA


ROSINHA DE VALENÇA: O VIOLÃO E A ROSA

Maria Rosa Canellas, a Rosinha de Valença (Valença 1941 – Idem 2004), violonista, cantora e compositora fluminense, foi um dos mais importantes nomes da MPB, considerada uma das matrizes instrumentais do gênero Bossa Nova. Rosinha, ainda criança,  começou a estudar violão sozinha, ouvindo músicas de rádio e, aos 12 anos, com técnica impressionante, já tocava na rádio da cidade e animava festas e bailes da região de Valença. Largou os estudos para dedicar-se inteiramente à música e, no ano de 1963, ela se mudou para o Rio onde foi descoberta pelo jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, que a apresentou a dois instrumentista consagrados da Música Popular Brasileira, Baden Powell e Aloysio de Oliveira. De Sérgio, ganhou o nome artístico de Rosinha de Valença. Na descrição entusiasmada do jornalista, Rosinha tocava por uma cidade inteira. Em 1964, viajou pelos Estados Unidos com Sérgio Mendes e seu grupo "Brasil 65". Depois viajou para a Europa como solista de um grupo formado pelo Itamaraty para que fosse divulgada a música popular brasileira no exterior, Rosinha se apresentou em 24 países europeus. Depois de sucessivas viagens e apresentações na União Soviética, Israel, Suíça, Itália, Portugal e vários países africanos, voltou ao Brasil e nos anos 1970 engajou-se em movimentos de valorização da música instrumental do Brasil. Rosinha trabalhou com muitos cantoras e cantores do Brasil e do exterior, entre eles Stan Getz e Sarah Vaughn. Seus LPS foram editados, também, nos Estados Unidos, Alemanha e França. Sofreu a parada cardíaca em 1992 que lhe causou uma lesão cerebral que a deixou em coma, permanecendo em estado vegetativo, sendo levada de volta a Valença. No dia 10 de junho de 2004, a violonista faleceu aos 62 anos de idade, depois de  12 anos em coma.

terça-feira, 20 de junho de 2017

BELÉM ONTEM E HOJE

Registro 1: Praça Floriano Peixoto no dia da inauguração do monumento em homenagem a Lauro Sodré. Autor desconhecido. Ano: 1959.

Registro 2: A Praça Floriano Peixoto, hoje, descuidada por sinal, precisando urgentemente de medidas que visem o seu restauro e restauro do monumento. Por Enzo Carlo Barrocco. Ano: 2017.