terça-feira, 4 de julho de 2017

JIRAU DOS CÉLEBRES – ROSINHA DE VALENÇA


ROSINHA DE VALENÇA: O VIOLÃO E A ROSA

Maria Rosa Canellas, a Rosinha de Valença (Valença 1941 – Idem 2004), violonista, cantora e compositora fluminense, foi um dos mais importantes nomes da MPB, considerada uma das matrizes instrumentais do gênero Bossa Nova. Rosinha, ainda criança,  começou a estudar violão sozinha, ouvindo músicas de rádio e, aos 12 anos, com técnica impressionante, já tocava na rádio da cidade e animava festas e bailes da região de Valença. Largou os estudos para dedicar-se inteiramente à música e, no ano de 1963, ela se mudou para o Rio onde foi descoberta pelo jornalista Sérgio Porto, o Stanislaw Ponte Preta, que a apresentou a dois instrumentista consagrados da Música Popular Brasileira, Baden Powell e Aloysio de Oliveira. De Sérgio, ganhou o nome artístico de Rosinha de Valença. Na descrição entusiasmada do jornalista, Rosinha tocava por uma cidade inteira. Em 1964, viajou pelos Estados Unidos com Sérgio Mendes e seu grupo "Brasil 65". Depois viajou para a Europa como solista de um grupo formado pelo Itamaraty para que fosse divulgada a música popular brasileira no exterior, Rosinha se apresentou em 24 países europeus. Depois de sucessivas viagens e apresentações na União Soviética, Israel, Suíça, Itália, Portugal e vários países africanos, voltou ao Brasil e nos anos 1970 engajou-se em movimentos de valorização da música instrumental do Brasil. Rosinha trabalhou com muitos cantoras e cantores do Brasil e do exterior, entre eles Stan Getz e Sarah Vaughn. Seus LPS foram editados, também, nos Estados Unidos, Alemanha e França. Sofreu a parada cardíaca em 1992 que lhe causou uma lesão cerebral que a deixou em coma, permanecendo em estado vegetativo, sendo levada de volta a Valença. No dia 10 de junho de 2004, a violonista faleceu aos 62 anos de idade, depois de  12 anos em coma.

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