quinta-feira, 10 de maio de 2018

JIRAU DOS CÉLEBRES - ARY LOBO

 
ARY LOBO, O FORROZEIRO PARAUARA


por Enzo Carlo Barrocco


Gabriel Eusébio dos Santos Lobo, o Ary Lobo (Belém 1930 – Fortaleza 1980), cantor e compositor paraense, foi um ferrenho defensor da música nordestina de raiz, o chamado forró pé de serra. Esse notável paraense, antes de se tornar popular como cantor, exerceu  as mais diversas profissões, incluindo a de mecânico e corneteiro na Força Aérea Brasileira, onde serviu, quando jovem. Começou se apresentando em um concurso de calouros na PRC-5, atual Rádio Clube do Pará, de Belém. Nessa primeira apresentação obteve grande aceitabilidade. Certa vez, em São Luiz do Maranhão, cantando no Teatro Arthur Azevedo, Luiz Gonzaga, o já consagrado Rei do Baião, se encontrava na platéia e de cara gostou do jeito do jovem iniciante. Gonzaga até fez um convite a Ary para acompanhá-lo ao Rio de Janeiro, o que não pode ser feito prontamente devidos aos compromissos. Um ano após, o conhecido compositor Pires Cavalcante fez um convite para o jovem Ary que arrumou o bornal e partiu rumo ao Rio de Janeiro, então Capital Federal. Assinou Contrato com a RCA Victor e em 1956 gravou seu primeiro disco, que foi o início da sua carreira musical. Ary Lobo tem mais de 700 músicas gravadas[por ele e outros cantores, músicos e intérpretes pelo Brasil afora. O estilo de Ary era semelhante ao de Jackson do Pandeiro onde incluíam baiões, cocos, rojões, xotes, xaxados. Os anos de 1950 e 1960 foram os mais produtivos na carreira de Ary, gravando nove LPS para a RCA que dominava o mercado fonográfico à época. Ary Lobo está entre os cinco maiores forrozeiros do Brasil, ao lado de Luiz Gonzaga, Jackson do Pandeiro, Marinês e Luis Vieira. Suas músicas estão por aí, em todas as plataformas, inclusive streaming,  para a alegria de seus admiradores. Eu particularmente, sou um fã inveterado do grande Ary Lobo que faleceu em Fortaleza-CE, aos 50 anos de idade.

quinta-feira, 3 de maio de 2018

LAURA CARDOSO NA MÁQUINA DO TEMPO


Laura Cardoso e seu belo sorriso, aos 30 anos, em 1957. Atualmente, aos 90 anos, interpreta Caetana na novela “O Outro Lado do Paraíso”.


sábado, 7 de abril de 2018

BETTY FARIA NA MÁQUINA DO TEMPO

Betty Faria, na pele de sua personagem Lazinha, no estúdio de filmagens da novela "O Espigão", em 1974.


quinta-feira, 22 de março de 2018

JIRAU DOS CÉLEBRES: LILICO

É BONITO ISSO?

Olívio Henrique da Silva Fortes, o Lilico (Rio de Janeiro 1937 - Cabo Frio 1998) humorista e cantor fluminense, um dos maiores humoristas brasileiros, quando jovem vendia bala nos bastidores
dos programas da Rádio Nacional. Começou sua vida artística como calouro no programa Trem da Alegria, primeiro programa do qual participou como humorista. Na televisão, começou em 1968, no humorístico Balança Mas Não Cai. Na Rede Globo, participou do programa "Oh, Que Delícia de Show", apresentado pela atriz Célia Biar. Depois, o programa passou a se chamar "Alô Brasil, Aquele Abraço", usando seu bordão. Lilico continuou na atração até ser convidado pela produção do programa A Praça da Alegria, criando seu personagem "O Homem do Bumbo", na qual chamava as pessoas tocando esse instrumento. O personagem entrava em cena cantando o refrão: "Tempo bom, não volta mais saudades de outros tempos iguais!", além dos bordões "é bonito isso", "não sabe brincar não brinca", "tô invocado hoje", entre outros; depois foi para o SBT, trabalhar no humorístico A Praça é Nossa, com Carlos Alberto de Nóbrega, até 1998, quando faleceu vitimado por problemas respiratórios. Além de humorista, Lilico foi também cantor e compositor, lançando seu primeiro sucesso em 1970: "Tempo bom", em parceria com o também ator Grande Otelo. Gravou, no total, 5 álbuns. Lilico, na realidade, nasceu para a arte de fazer rir com seu bumbo indefectível e sua excepcional habilidade para contar histórias engraçadas. 


terça-feira, 13 de março de 2018

A POESIA SUL-MATO-GROSSENSE DE GERALDO RAMON PEREIRA



O POEMA

VERSO E REVERSO

Luz de Deus ou felicidade pura
- Como pura é a candura do meu verso -
Foi encontrar-te, ó santa criatura,
Na textura complexa do Universo!

Procurei-te, amor, como quem procura
Na moeda da vida o seu reverso...
E no meu ser cinzelaste uma escultura
Em que, se Deus é frente, és tu o verso!

Pois me trouxeste tão sublime afeto,
Que eu, já do amor descrente e vil ateu,
Reencontro o amor em ti e tão completo,

Que eis-me não mais desiludido e triste:
O mesmo amor que em ti me reviveu,
Me fez de novo crer que Deus existe!

O POETA

Geraldo Ramon Pereira, sul-mato-grossense de Maracaju, poeta, contista, cronista, romancista e compositor, no convés da fragata desde 1939, é um ativista cultural que percorre vários caminhos literários, inclusive as trilhas da música. Sua obra escrita inclui alguns livros de poesias, um romance e um livro de contos e crônicas. Geraldo é ocupante da cadeira n° 39 da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras. No meio musical, já que também é violeiro, Geraldo é conhecido como “Gê da Viola”.


terça-feira, 6 de março de 2018

LUIZ GONZAGA NA MÁQUINA DO TEMPO

O Soldado Luiz Gonzaga (o segundo, a partir da esquerda), em meados dos anos 1930, na banda do 10º Regimento de Infantaria do Exército, de Juiz de Fora - MG. No peito, a sanfona, paixão da vida inteira.


sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

JIRAU DOS CÉLEBRES: CAROLINA MARIA DE JESUS



Carolina Maria de Jesus (Sacramento 1914 – São Paulo 1977), escritora mineira, que se celebrizou devido ao seu livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960.Considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil, Carolina morou por muito tempo na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo. Como catadora de papel Carolina criou seus três filhos . Descoberta em 1958 pelo jornalista Audálio Dantas , a escritora conseguiu publicar seu primeiro livro “Quarto de Despejo” Com o dinheiro do livro, a autora melhorou de vida e  se mudou da antiga favela. Chegou a publicar outros livros, mas nenhum repetiu o enorme sucesso de sua primeira publicação. Publicado em 1960, a tiragem inicial de Quarto de Despejo foi de dez mil exemplares e esgotou-se em uma semana. Desde sua publicação, a obra já vendeu mais de 1 milhão de exemplares e foi traduzida em 14 línguas, fazendo dele um dos livros brasileiros mais conhecidos fora do Brasil. Depois da publicação, Carolina teve de lidar com a raiva e a inveja de seus vizinhos, que reclamaram de ter suas vidas colocadas no livro sem autorização.  Ao mesmo tempo em que trabalhava como catadora de lixo, registrava o cotidiano da comunidade onde morava nos cadernos que encontrava no lixo, os quais somavam mais de vinte. Um destes cadernos, um diário que havia começado em 1955, deu origem ao seu livro mais famoso, Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada, publicado em 1960. O professor da USP Ricardo Alexino Ferreira caracterizou a escrita de Carolina como "direta, nua e crua, mas, ao mesmo tempo, suave. Postumamente, foram publicadas as obras Diário de Bitita, Meu Estranho Diário, Antologia Pessoal e Onde Estaes Felicidade. A pesquisadora Raffaella Fernandez ainda trabalha na organização do material inédito deixado por Carolina de Jesus em 58 cadernos que somam 5 000 páginas de textos: são sete romances, 60 textos curtos e 100 poemas, além de quatro peças de teatro e de 12 letras para marchas de Carnaval. Dos livros escritos acerca da autora, se destacam Cinderela negra: a saga de Carolina Maria de Jesus (1994), de José Carlos Meihy e Robert Levine; Muito Bem, Carolina!: Biografia de Carolina Maria de Jesus (2007), de Eliana Moura de Castro e Marília Novais de Mata Machado; Carolina Maria de Jesus - Uma Escritora Improvável (2009), de Joel Rufino dos Santos; e A Vida Escrita de Carolina Maria de Jesus, de Elzira Divina Perpétua. A obra da autora foi alvo de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.