sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

JIRAU DOS CÉLEBRES: CAROLINA MARIA DE JESUS



Carolina Maria de Jesus (Sacramento 1914 – São Paulo 1977), escritora mineira, que se celebrizou devido ao seu livro “Quarto de Despejo: Diário de uma Favelada”, publicado em 1960.Considerada uma das primeiras e mais importantes escritoras negras do Brasil, Carolina morou por muito tempo na favela do Canindé, na zona norte de São Paulo. Como catadora de papel Carolina criou seus três filhos . Descoberta em 1958 pelo jornalista Audálio Dantas , a escritora conseguiu publicar seu primeiro livro “Quarto de Despejo” Com o dinheiro do livro, a autora melhorou de vida e  se mudou da antiga favela. Chegou a publicar outros livros, mas nenhum repetiu o enorme sucesso de sua primeira publicação. Publicado em 1960, a tiragem inicial de Quarto de Despejo foi de dez mil exemplares e esgotou-se em uma semana. Desde sua publicação, a obra já vendeu mais de 1 milhão de exemplares e foi traduzida em 14 línguas, fazendo dele um dos livros brasileiros mais conhecidos fora do Brasil. Depois da publicação, Carolina teve de lidar com a raiva e a inveja de seus vizinhos, que reclamaram de ter suas vidas colocadas no livro sem autorização.  Ao mesmo tempo em que trabalhava como catadora de lixo, registrava o cotidiano da comunidade onde morava nos cadernos que encontrava no lixo, os quais somavam mais de vinte. Um destes cadernos, um diário que havia começado em 1955, deu origem ao seu livro mais famoso, Quarto de Despejo: Diário de Uma Favelada, publicado em 1960. O professor da USP Ricardo Alexino Ferreira caracterizou a escrita de Carolina como "direta, nua e crua, mas, ao mesmo tempo, suave. Postumamente, foram publicadas as obras Diário de Bitita, Meu Estranho Diário, Antologia Pessoal e Onde Estaes Felicidade. A pesquisadora Raffaella Fernandez ainda trabalha na organização do material inédito deixado por Carolina de Jesus em 58 cadernos que somam 5 000 páginas de textos: são sete romances, 60 textos curtos e 100 poemas, além de quatro peças de teatro e de 12 letras para marchas de Carnaval. Dos livros escritos acerca da autora, se destacam Cinderela negra: a saga de Carolina Maria de Jesus (1994), de José Carlos Meihy e Robert Levine; Muito Bem, Carolina!: Biografia de Carolina Maria de Jesus (2007), de Eliana Moura de Castro e Marília Novais de Mata Machado; Carolina Maria de Jesus - Uma Escritora Improvável (2009), de Joel Rufino dos Santos; e A Vida Escrita de Carolina Maria de Jesus, de Elzira Divina Perpétua. A obra da autora foi alvo de diversos estudos, tanto no Brasil quanto no exterior.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

JIRAU DOS CÉLEBRES – MARCEL



 
O Cestinha de Ouro

Marcel Ramon Ponikwar de Souza, paulista de Campinas, ex-jogador e atual técnico de basquete, comentarista esportivo, empresário e médico, no convés da fragata desde 1955, iniciou no esporte aos 5 anos de idade. O pequeno Marcel começou a jogar basquete nas divisões de base do Corinthians, modalidade que praticou com sucesso, incluindo 18 anos de serviços prestados à Seleção Brasileira, onde conquistou muitos títulos, com destaque para o Pan-Americano de 1987 em Indianápolis (EUA), frente à seleção norte-americana diante de 17 mil espectadores no Market Square Arena. Marcel atuou ao lado de Oscar Schmidt na seleção e também no Esporte Clube Sírio, onde conquistaram o Mundial Interclubes em 1979, ocasião em que a equipe brasileira derrotou a antiga Iugoslávia por 100 a 98. Porém, sua mais espetacular  conquista pela seleção, feito este que entrou para história, foi na disputa da medalha de ouro nos Jogos Pan-Americanos de 1987, em Indianápolis, onde jogando com  o grande Oscar Schmidt e tanto outros craques, conseguiram a proeza de desbancar o time da casa, a poderosa seleção americana que no elenco destacavam-se jogadores que mais tarde se tornaram grandes astros da NBA, como David Robson, Rex Chapman, Dan Majerle e Danny Manning. Os americanos já comemoravam a medalha de ouro pois atropelaram a seleção porto-riquenha na semifinal , atuação de Marcel lhe renderam 31 pontos e 10 rebotes. A façanha brasileira fez com que os Estados Unidos enviassem para as competições os jogadores da NBA em sua seleção. Marcel e Oscar comandaram uma virada histórica do Brasil, para desespero das 17 mil pessoas que compareceram ao Market Square Arena. Marcel, nos momentos decisivos, acertou um arremesso de três, deu uma assistência para Oscar e converteu a última cesta. No final, o placar mostrava o que era impossível virar realidade: Brasil 120 x 115 Estados Unidos, na época foi a maior conquista do esporte nacional, desde a Copa do Mundo de 70. Marcel, assim como outros esportistas brasileiros (Tostão, Afonsinho e Sócrates), formou-se em medicina, com especialidade em Radiologia e Medicina da Família e da Comunidade, profissão em que atua até hoje.No Campeonato Mundial de Basquete, em 1978 fez o a cesta sensacional que deu a medalha de bronze ao Brasil, após Itália ter a posse de bola e converter e está com placar de 85 x 84, Marcel conduz a bola com apenas 3 segundos e com cronômetro quase zerado Marcel, pouco antes do garrafão, acerta a cesta de que dá vitória ao Brasil. Este jogo, aliás, tive a oportunidade de assistir pela televisão. A performance de Marcel, tanto nos clubes quanto pela Seleção Brasileira, despertou o interesse do basquete italiano, um dos mais organizados e competitivos do mundo, na época, onde jogou por duas equipes: o Alno Fabriano Itália e o Indesit Caserta. Deixou as quadras como jogador em 1994, aos 38 anos, para assumir em seguida a carreira de treinador no Esporte Clube Pinheiros. Além do trabalho como técnico, Marcel também atuou como comentarista de basquete na televisão e montou uma empresa de consultoria esportiva, a DATA BASKET. Em 2010, pelo Barueri, voltou a trabalhar como treinador e em 2012 candidatou-se a vereador pela cidade paulista de Jundiaí mas não foi eleito.

quarta-feira, 6 de dezembro de 2017

DALI E DISNEY NA MÁQUINA DO TEMPO

SALVADOR DALI E WALT DISNEY EM UMA AGRADÁVEL CONVERSA À BEIRA-MAR, EM 1957.