terça-feira, 2 de agosto de 2016

BELÉM: ONTEM E HOJE


Registro 1: Estação Ferroviária na Estrada de Bragança, à altura do Entroncamento, mais ou menos onde hoje se localiza o Conjunto Costa e Silva na Avenida Almirante Barroso. Autor e ano de registro: desconhecidos.

Registro 2: Avenida Almirante Barroso, ao lado do Elevado do Entroncamento, onde se achava a antiga estação. Por Enzo Carlo Barrocco. Ano 2016.



sexta-feira, 8 de julho de 2016

CLARICE LISPECTOR NA MÁQUINA DO TEMPO


















Clarice no largo da Pólvora, atual praça da República, em Belém (PA), em 28.5.1944, à época em que aqui morou por seis meses, acompanhando o marido, enviado como vice-cônsul para suas novas funções na capital Paraense.

SONÂNCIAS DE ALDRAVIAS - TERCETO 3




segunda-feira, 4 de julho de 2016

PROPÉRCIO: O POEMA E O POETA



O POEMA...

UMA ELEGIA DE PROPÉRCIO


Mas voltemos agora à roda dos meus versos,
   e goze a moça com meu som insólito.

Dizem que Orfeu deteve feras e velozes
   rios parou com sua lira Trácia;
graças à arte Tebana, as pedras do Citéron
   andaram e num muro se moldaram;
e no Etna, ó Polifemo, Galateia trouxe
   seus corcéis orvalhantes aos teus cantos:
devo admirar, se, tendo ao lado Baco e Apolo,
   tantas moças cultivam meu cantar?

Eu não tenho coluna Tenária em meu lar,
   nem tetos de marfim com áureas vigas,
meu pomar não se iguala às florestas Feácias,
   nem tenho uma água Márcia em minhas grutas;
porém meu canto agrada, e as Musas são amigas:
   Calíope não se cansa em minhas danças.
Feliz daquela que eu louvar em meu livrinho!
   Meu canto é monumento à tua beleza!

Pois nem pirâmides que atingem as estrelas,
   nem lar de Jove Eleu, que imita o céu,
nem a fortuna do sepulcro de Mausolo
   fogem à condição final da Morte.
Chuvas ou chamas dão um fim à sua glória:
   tombam com o peso tácito dos anos.
Mas o renome ganho pelo engenho nunca
  passa: a glória do engenho não tem Morte.



 ...E O POETA


Sextus Propertius (Assis, entre 55 e 44 a. C. – Roma, depois de 16 d. C.) poeta romano, cujo principal acontecimento na sua vida foi o seu amor desvairado por Cínthia, pseudônimo de sua amante chamada Hóstia. Esta ocorrência foi o que forneceu matéria a maior parte de suas 92 elegias, onde se nota misto de ciúmes, brigas, acessos de furor e ternura, rompimentos e conciliações. A obsessão de Propércio pela morte em meio ao amor delirante pela amada também renderam a ele algumas elegias. Algumas dessas elegias que pertenciam ao 4º e último dos seus livros tratam de assuntos relativos à história romana. A excessiva erudição mitológica e a estrutura extremamente complexa prejudicam sobremaneira a sua poesia. Historiadores acreditam que o poeta tenha sido casado e que teve um filho. Uma inscrição na cidade de Assis contém o nome de Paulo Propércio (Gaius Passenus Paulus Propertius), descendente do poeta, citado por Plínio, o Moço em suas cartas.

Gravura: Propércio e Cínthia at Tivole (1827)
de August Vinchon, pintor francês (1789-1855)

PIERRE-JOSEPH PROUDHON NA SEARA DOS NOTÁVEIS




Pierre-Joseph Proudhon (Besançon 15.1.1809 – Paris 19.1.1865), jornalista francês, nascido numa família pobre só conseguiu estudar em Paris devido a uma bolsa, sendo que, depois, teve que abandonar o curso. Voltando a Besançon começou a trabalhar como tipógrafo já que tinha sido aprendiz nessa profissão na infância. Corria o ano de 1838 quando Proudhon voltou a Paris e fundou o jornal “Le Representant du Peuple”. Em 1843 viajou a Lion onde entrou em contato com os mutualistas, que pretendiam entregar as fábricas aos próprios trabalhadores. Ele não queria que a propriedade fosse um roubo (anteriormente tinha afirmado); a coletivização era o seu propósito em benefício geral. Por um tempo foi preso por escrever artigos contra Napoleão III. Depois de sua libertação se exilou na Bélgica. Em 1862 foi perdoado pelo imperador e voltou a Paris que por suas ideias socialistas se tornaria muito influente.

OBRAS PRINCIPAIS:

Qu’est-ce que la Proprieté?, 1840

De La Justice Dans La Revolution et Dans l’Eglise, 1858

De La Capacité Politique des Classes Ouvirières, 1865

sexta-feira, 1 de julho de 2016

FLORES DE TRACUATEUA - CANTO N° 21






BELÉM: ONTEM E HOJE




Registro 1: Avenida Tito Franco, esquina da atual Doutor Freitas,  vendo-se, em primeiro plano, uma mercearia chamada Bandeira Branca, que deu o nome à área e ao fundo o prédio mais antigo do mercado existente até hoje. Meados dos anos 1950. Autor do registro: desconhecido



Registro 2: Avenida Almirante Barroso com a Doutor Freitas, vendo-se agora, em primeiro plano, o prédio do Serviço Social da Indústria – SESI. Autor do registro: Enzo Carlo Barroco. Ano: 2016. 




 


terça-feira, 14 de junho de 2016

A POESIA ARMÊNIA DE MARINNE PETROSSIAN



















O POEMA...


GRITAM COM UMA VOZ COMO SE FOSSE TUA

Homens são diferentes
todos muitos tolos,
agradáveis muitos agradáveis,
incompreensíveis muito incompreensíveis,
mas todos são seres humanos
como você.
E quando você colocar o pé em suas feridas abertas
eles gritam com uma voz como se fosse a sua,
em seguida, eles olham para você com os olhos espantados
como se alguém lhes havia prometido
que não haverá nenhuma dor,
que não haverá nenhuma dor.

Tradução para o espanhol: Alice Ter-Ghevondian

Tradução para o português: Guilhermo Favaro Pez

... E A POETA

Marinne Petrossian, armênia de Yerevan, poeta, ensaísta e colunista, no convés da fragata desde 1960, iniciou sua carreira literária quando a União Soviética se desmantelou. Seu livro de estréia foi publicado em 1993, dois anos após a Armênia ter se tornado independente. O jornal francês Le Monde publicou uma crítica favorável a esse primeiro livro encorajando a autora a publicar um segundo livro. Desde então, Petrossian publicou outros quatro volumes de poesia na Armênia. A poesia de Petrossian é traduzida para o inglês pela própria autora o que, desse modo, angaria um número maior de leitores. Amplamente conhecida na Armênia a escritora também é colunista, já tendo sido convidada inúmeras vezes para debater questões públicas em programas de televisão em seu país.