quarta-feira, 21 de setembro de 2016

EMILIAN PUGATCHEV NA SEARA DOS NOTÁVEIS



Emilian Ivanovitch Pugatchev (Zimoievskaia 1742 – Moscou 1775) revolucionário russo, foi líder da maior rebelião camponesa da história russa que se tem notícia. Filho de um cossaco, pequeno proprietário de terras, em 1758 foi à Prússia numa expedição militar, por ocasião da primeira guerra imposta por Catarina II à Turquia, entre 1768 e 1774, participando do cerco de Bender. Depois disso passou três anos vagando já que foi considerado inválido. Em 1773 se autoproclamou imperador, com o título de Pedro III. Segundo afirmava teria escapado com seus companheiros às perseguições de sua suposta esposa Catarina II. Assegurava que daria liberdade aos cossacos e internaria Catarina num convento. Suas ideias propagaram-se e no início de 1774 já tinha sob o seu domínio o Volga, os Urais e subjugado a cidade de Kazan. Panin, conquistador de Bender foi enviado para combatê-lo, entretanto foi massacrado impiedosamente, juntamente com suas tropas. Apenas em agosto de 1744, Pugatchev e seus homens foram derrotados pelo general Mikhelson, enviado à prisão em Moscou e executado no dia 22 de janeiro de 1775.

sexta-feira, 2 de setembro de 2016

BELÉM: ONTEM E HOJE




Registro 1: Seminário Teológico Batista Equatorial, no inicio da BR-316, no Entroncamento, vendo-se, ainda, a imponente castanheira que lá existia. Autor e ano de registro desconhecidos. 


Registro 2: Mesmo local sem, evidentemente, a frondosa castanheira, agora com intenso trânsito, próximo a um dos shoppings da cidade. Por Enzo Carlo Barroco. Ano: 2016.



CERTAMENTE A CHUVA AINDA VEM


terça-feira, 2 de agosto de 2016

BELÉM: ONTEM E HOJE


Registro 1: Estação Ferroviária na Estrada de Bragança, à altura do Entroncamento, mais ou menos onde hoje se localiza o Conjunto Costa e Silva na Avenida Almirante Barroso. Autor e ano de registro: desconhecidos.

Registro 2: Avenida Almirante Barroso, ao lado do Elevado do Entroncamento, onde se achava a antiga estação. Por Enzo Carlo Barrocco. Ano 2016.



sexta-feira, 8 de julho de 2016

CLARICE LISPECTOR NA MÁQUINA DO TEMPO


















Clarice no largo da Pólvora, atual praça da República, em Belém (PA), em 28.5.1944, à época em que aqui morou por seis meses, acompanhando o marido, enviado como vice-cônsul para suas novas funções na capital Paraense.

SONÂNCIAS DE ALDRAVIAS - TERCETO 3




segunda-feira, 4 de julho de 2016

PROPÉRCIO: O POEMA E O POETA



O POEMA...

UMA ELEGIA DE PROPÉRCIO


Mas voltemos agora à roda dos meus versos,
   e goze a moça com meu som insólito.

Dizem que Orfeu deteve feras e velozes
   rios parou com sua lira Trácia;
graças à arte Tebana, as pedras do Citéron
   andaram e num muro se moldaram;
e no Etna, ó Polifemo, Galateia trouxe
   seus corcéis orvalhantes aos teus cantos:
devo admirar, se, tendo ao lado Baco e Apolo,
   tantas moças cultivam meu cantar?

Eu não tenho coluna Tenária em meu lar,
   nem tetos de marfim com áureas vigas,
meu pomar não se iguala às florestas Feácias,
   nem tenho uma água Márcia em minhas grutas;
porém meu canto agrada, e as Musas são amigas:
   Calíope não se cansa em minhas danças.
Feliz daquela que eu louvar em meu livrinho!
   Meu canto é monumento à tua beleza!

Pois nem pirâmides que atingem as estrelas,
   nem lar de Jove Eleu, que imita o céu,
nem a fortuna do sepulcro de Mausolo
   fogem à condição final da Morte.
Chuvas ou chamas dão um fim à sua glória:
   tombam com o peso tácito dos anos.
Mas o renome ganho pelo engenho nunca
  passa: a glória do engenho não tem Morte.



 ...E O POETA


Sextus Propertius (Assis, entre 55 e 44 a. C. – Roma, depois de 16 d. C.) poeta romano, cujo principal acontecimento na sua vida foi o seu amor desvairado por Cínthia, pseudônimo de sua amante chamada Hóstia. Esta ocorrência foi o que forneceu matéria a maior parte de suas 92 elegias, onde se nota misto de ciúmes, brigas, acessos de furor e ternura, rompimentos e conciliações. A obsessão de Propércio pela morte em meio ao amor delirante pela amada também renderam a ele algumas elegias. Algumas dessas elegias que pertenciam ao 4º e último dos seus livros tratam de assuntos relativos à história romana. A excessiva erudição mitológica e a estrutura extremamente complexa prejudicam sobremaneira a sua poesia. Historiadores acreditam que o poeta tenha sido casado e que teve um filho. Uma inscrição na cidade de Assis contém o nome de Paulo Propércio (Gaius Passenus Paulus Propertius), descendente do poeta, citado por Plínio, o Moço em suas cartas.

Gravura: Propércio e Cínthia at Tivole (1827)
de August Vinchon, pintor francês (1789-1855)

PIERRE-JOSEPH PROUDHON NA SEARA DOS NOTÁVEIS




Pierre-Joseph Proudhon (Besançon 15.1.1809 – Paris 19.1.1865), jornalista francês, nascido numa família pobre só conseguiu estudar em Paris devido a uma bolsa, sendo que, depois, teve que abandonar o curso. Voltando a Besançon começou a trabalhar como tipógrafo já que tinha sido aprendiz nessa profissão na infância. Corria o ano de 1838 quando Proudhon voltou a Paris e fundou o jornal “Le Representant du Peuple”. Em 1843 viajou a Lion onde entrou em contato com os mutualistas, que pretendiam entregar as fábricas aos próprios trabalhadores. Ele não queria que a propriedade fosse um roubo (anteriormente tinha afirmado); a coletivização era o seu propósito em benefício geral. Por um tempo foi preso por escrever artigos contra Napoleão III. Depois de sua libertação se exilou na Bélgica. Em 1862 foi perdoado pelo imperador e voltou a Paris que por suas ideias socialistas se tornaria muito influente.

OBRAS PRINCIPAIS:

Qu’est-ce que la Proprieté?, 1840

De La Justice Dans La Revolution et Dans l’Eglise, 1858

De La Capacité Politique des Classes Ouvirières, 1865