sexta-feira, 28 de novembro de 2008

JIRAU DIVERSO Nº 33

JIRAU DIVERSO

Nº 33 outubro..2008

por Enzo Carlo Barrocco



A POESIA PIAUIENSE DE MARCOS FREITAS



O POEMA



NENHUMA CARTA EM MEU NOME

de soslaio

a memória de teu rosto

cravado na rocha da ausência: fotografia.


o vento quente sopra a cor do esquecimento:

sombria melancolia do dia-a-dia.


tentei entender teu nome e nossos minutos

como se houvera fruta na fruteira

de minha existência.


o domingo desabitado fareja o ronco do motor

de meu carro empoeirado.


nada, nada além de silêncio e pó.

há mais de um ano, nenhuma carta em meu nome.


O POETA


Marcos Airton de Sousa Freitas, piauiense de Teresina, poeta e contista, no convés da fragata desde 1963, é um atuante poeta radicado em Brasília e que já participou de várias antologias. Marcos é ativo participante de concursos literários onde, vez por outra, tem arrebatado as primeiras colocações, fruto de sua condição de exímio operário das letras. Marcos Freitas é verbete no “Dicionário Biográfico Virtual de Escritores Piauienses”, 2004.



ESTANTE DE ACRÍLICO


Livros Sugestionáveis


Contos Amazônicos

Autor: Inglês de Sousa

Edição: Martin Claret Editora


A obra-prima de Inglês de Sousa condensada nestes nove contos ambientados na região do baixo-amazonas paraense do Século 19. Não passe pela vida sem ler este maravilhoso trabalho.


Lutero E a Igreja do Pecado (Ensaio)

Autor: Fernando Jorge

Edição: Novo Século


Uma biografia do reformador Martinho Lutero, o homem que, apesar de certas atitudes, teve a coragem de afrontar a Igreja Católica à época da inquisição.


Eram sete os Desertores (Romance)

Autor: Manoel Cardoso

Edição: Scortecci Editora


Cardoso nos mostra através da sua escrita o valor da liberdade e o preço que se tem de pagar por ela. Um excelente trabalho literário.


***


A FRASE DI/VERSA


Amazônia, se depende de ti o oxigênio do mundo, que as futuras gerações aprendam a respirar oxigênio em lata.

- Orlando Carneiro (Belém 1945) contista, novelista, romancista e cronista paraense


DA LAVRA MINHA


LINHAS BARROQUIANAS - Poemas de um verso só.
N° 3


Enzo Carlo Barrocco


ROÇAS DE NOVEMBRO

Vento nos aceiros – cinzas das queimadas


CONGESTIONAMENTO

Calor e incômodo: ônibus lotado


ANTEMANHÃ

A lua veio tarde sobre as casas simples.


SEX AFTER

Maria é linda nua; roupas pela cômoda.


MARINA

Barcos nos trapiches, então que venha o sol.


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