segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

O POEMA INATINGÍVEL


Enzo Carlo Barrocco
                                                            Foto: Enzo Carlo Barrocco

















Ao vento, a correr pelas paisagens,
um poema foge
roçando as folhagens
levantando a poeira dos caminhos.
Não existem correntes que aprisionem
esse anjo translúcido que  perturba
a trajetória da tarde.

Neste contexto
toda a luz converge para um ponto
fixo no horizonte
onde se postou o verbo.
A noite mais facilmente será possível
observar os que dela se aproveitam.



Nenhum comentário: