quinta-feira, 6 de março de 2014

PÉROLAS DE CARANANDUBA - CANTO Nº 3

Enzo Carlo Barrocco




A MÃO E O PRECIPÍCIO
Que não seja tão difícil
alguém te esticar a mão
quando, sem solução,
estiveres no precipício.

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AÇUCENA
A luz invade serena
o escuro onde me acho,
que seja a luz desse facho
como flores de açucena.

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PREMÊNCIA
Por ora estou precisado
de água e oxigênio,
que no verso pressa tenho,
rimado ou não rimado.


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PRAÇA DO RELÓGIO
Hoje o tempo está parado,
Baía do Guajará,
quilha, mulher, araçá,
relógio desconsertado.

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O POEMA E A CHUVA
A chuva me faz o dia
muito triste, muito triste,
contudo a paisagem insiste
lembrar-me alguma poesia.

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