quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008
quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008
GENIVAL LACERDA E A MÚSICA NO JIRAU
por Enzo Carlo Barrocco

TÍTULO: TRIBUTO A JACKSON DO PANDEIRO
INTÉRPRETE: GENIVAL LACERDA
GRAVADORA: RGE (1998)
Um trabalho de valor inestimável. É o que é esse CD do irreverente Genival Lacerda, um dos representantes nordestinos na MPB, numa justa homenagem a Jackson do Pandeiro, “O Rei do Ritmo” (falecido em 1982). José Gomes Filho, ou melhor, Jackson do Pandeiro dispensa qualquer comentário e essa homenagem feita por Genival, seu conterrâneo, vem resgatar a importância desse paraibano dentro da MPB. Genival dá uma conotação mais malemolente, digamos assim, a verdadeiras jóias como: Cantiga do Sapo (Buco do Pandeiro – Jackson do Pandeiro), Sebastiana (Rosil Cavalcante), Forró em Limoreiro (Edgar Ferreira), Forró em Caruaru (Zé Dantas), Secretário do Diabo (Osvaldo Oliveira – Ronaldo Costa), Como Tem Zé na Paraíba (Catulo de Paula – Manezinho Araújo), entre outras. Os músicos que acompanham Genival são excepcionais, destacando-se a dupla de sanfoneiros Dominguinhos e Osvaldinho. São vinte músicas sendo doze
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
RIMBAUD: O POETA INFANTE

JEAN-ARTHUR RIMBAUD
(Charleville 1854 – Marselha 1891)
Poeta francês
Quando eu atravessava os Rios impassíveis,
Senti-me libertar dos meus rebocadores.
Cruéis peles-vermelhas com uivos terríveis
Os espetaram nus em postes multicores.
Eu era indiferente à carga que trazia,
Gente, trigo flamengo ou algodão inglês.
Morta a tripulação e finda a algaravia,
Os Rios para mim se abriram de uma vez.
Imerso no furor do marulho oceânico,
No inverno, eu, surdo como um cérebro infantil,
Deslizava, enquanto as Penínsulas
Viam
Tradução: Haroldo de Campos
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008
sexta-feira, 8 de fevereiro de 2008
TOCO PRETO E A MÚSICA NO JIRAU
TÍTULO: UM CAVACO NO PARTIDO (CHORINHO)
INTÉRPRETE: TOCO PRETO
GRAVADORA: CBS/TROPICANA – 1974
Toco Preto é um daqueles chorões que não pode ser encontrado facilmente. Instrumentista de primeira linha coloca o cavaquinho, musicalmente, onde bem entende, ainda mais que o repertório, aqui, foi magistralmente escolhido. Toco transforma, por exemplo, “Forever and Ever” (S. Flavianos – R. Constantinos), a qual Demis Roussos deu conotação universal, numa verdadeira obra de arte, passando por “Lamento” (Pixinguinha – Vinícius de Morais), adaptada bem ao seu estilo; “Viagem” (João de Aquino – Paulo Cezar Pinheiro); “Matriz ou Filial” (Lúcio Cardim); “Kalu” (Humberto Teixeira) que ao cavaquinho é absolutamente deliciosa, bem como algumas composições suas: “Calango Pé de Cana”, “Espere no Cais”, em parceria com Marcos Venâncio; “Espere o Carnaval”. Esse disco, transformado em raridade, certamente está fora de circulação. Contudo, caso você tenha oportunidade de ouvi-lo, ouça-o. Toco Preto e o cavaquinho, aqui, estão, simplesmente, excepcionais.
EM TEMPO: Infelizmente não consegui nenhuma informação adicional sobre o artista, tampouco uma foto.
UM POEMA DA LAVRA DO VOGT
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008
JIRAU DIVERSO Nº 17
Nº 17 – julho.2007
por Enzo Carlo Barrocco
A poesia sergipana de Gizelda Santana de Morais
O Poema
Viola de Gamba
construirão gestos insuspeitados
nossos passos juntos caminharão
dobro dos caminhos
nossos corpos juntos
suportarão o peso das pressões
elevado ao quadrado
nossos mentes juntas
nossos pensamentos
nossos momentos
se esticarão como cordas
de viola de gamba
nos ouvidos dos séculos.
A Poeta
Gizelda Santana de Morais, sergipana de Campo do Brito, poeta, contista e romancista, no convés da fragata desde 1939, teve seu primeiro livro, “A Rosa do Tempo”, publicado em 1958. Desde então Gizelda vem sempre se destacando nos meios literários brasileiros. O trabalho do Gizelda, mormente a poesia, deixa transparecer uma alma inquieta e preocupada com os rumos que a humanidade está tomando. Saudemos o vigor poético de Gizelda!
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ESTANTE DE ACRÍLICO
Livros Sugestionáveis
A Lua e os Saltimbancos
Autor: Fernando Tasso
Edição do autor
A excelente escrita de Fernando Tasso enternece logo á primeira leitura. “A Lua e os Saltimbancos” é um tesouro a ser descoberto.
Chove nos Campos de Cachoeira
Autor: Dalcídio Jurandir
Edição: Cejup/Secult/A Província do Pará
A história de um morador dos campos nos confins da Ilha do Marajó. A vida atribulada do homem marajoara enfrentando as intempéries daquela região.
Ércia os os Elfos
Autor: Reivaldo Vinas
Edição: Secult - FCPTN
A escrita nevrálgica de Reivaldo nos remete a um mundo de deuses, fadas, gnomos, duendes. Os poemas são resultado de anotações circunstanciais e escritos diários que foram tomando contornos simbólicos.
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A FRASE DI/VERSA
Tão certo é que a paisagem depende do ponto de vista, é que o melhor modo de apreciar o chicote é ter-lhe o cabo na mão.
- Machado de Assis (Rio de Janeiro 1839 – Idem 1908) poeta, contista, romancista, dramaturgo, cronista e ensaísta fluminense
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DA LAVRA MINHA
PABLO NERUDA: O POETA UNIVERSAL

Pablo Neruda
(Parral 1904 - Santiago 1973)
Poeta chileno
POEMA XXIII
Os dias não se descartam nem se somam, são abelhas
que arderam de doçura ou enfureceram
o aguilhão: o certame continua,
vão e vêm as viagens do mel à dor.
Não, não se desfia a rede dos anos: não há rede.
não caem gota a gota de um rio: não há rio.
O sonho não divide a vida em duas metades,
nem a ação, nem o silêncio, nem a virtude:
a vida foi como uma pedra, um só movimento,
uma única fogueira que reverberou na folhagem,
uma flecha, uma só, lenta ou ativa, um metal
que subiu e desceu queimando em teus ossos.
A LANTERNA DOS LUMIÈRE – AS AVENTURAS DE ALBERT FINNEY
por Enzo Carlo Barrocco
A INOCENTE INTENÇÃO DE CHOCAR
FILME: As Aventuras de Tom Jones (Tom Jones) – Comédia – Inglaterra (1963) 121 minutos. Direção Tony Richardson. Com: Albert Finney, Susannah York, Hugh Griffith, Edit Evans, Joan Greenwood.
sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008
JIRAU DIVERSO Nº 19
Envelhecer é apenas um mau hábito que os homens ocupados não têm tempo de adquirir.
- André Maurois (Elbeuf 1885 – Paris 1967) romancista e biologista
- William Somerset Maughan (Paris 1874 – Londres 1965) romancista, contista, dramaturgo e ensaísta inglês nascido na França
Quando a vida é insípida, a própria desgraça é um divertimento; e um incêndio, uma festa.
- Maksím Gorki (Nijny Novgórod 1868 – Moscou 1936) romancista e dramaturgo russo
A doçura maior da vida flui na luz do sol. Até urubus são belos no largo círculo dos dias sossegados.
- Cecília Meireles (Rio de Janeiro 1901 – idem 1964) poeta e cronista fluminense
A morte é indolor
o que dói nela é o nada
que a vida faz do amor.
- Thiago de Melo (Bom Socorro, distrito do município de Barreirinha 1926) poeta amazonense
Estando em moda todos os vícios passam por virtudes.
- Jean-Baptiste Poquelin, o Molière (Paris 1622 – Idem 1673) dramaturgo e ator francês
A maior coisa do mundo é saber como ser você mesmo.
- Michel de Montaigne (Périgord 1533 – Bordeaux 1592) ensaísta francês
A corrupção dos governantes quase sempre começa com a corrupção de seus princípios.
- Montesquieu (
A verdadeira poesia deve comunicar antes de ser compreendida.
- T. S. Eliot (St. Louis 1888 – Londres 1965) poeta e dramaturgo inglês nascido nos Estados Unidos
Trabalha e fiscaliza com severidade e justiça a aplicação do produto do teu esforço.
- Roquette-Pinto (Rio de Janeiro 1884 – Idem 1954) antropólogo e educador fluminense
O homem é um aprendiz, a dor o seu mestre.
- Alfred de Musset (Paris 1810 – Idem 1857) poeta, dramaturgo e romancista francês
Duvide de tudo ao menos uma vez. Até da regra: duas vezes dois é quatro.
- Georg Lichtenberg (Oberramstadt bei Darmstadt 1742 - Göttingen 1799) filósofo alemão
ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE
Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...
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O POEMA... DEPOIS DA HECATOMBE Quando a torpe insensatez humana Varrer da terra toda a humanidade, Por entre as cinzas da radioatividade,...




