segunda-feira, 30 de junho de 2008
A POESIA MAIOR DE MARLY DE OLIVEIRA
sexta-feira, 27 de junho de 2008
quinta-feira, 26 de junho de 2008
quarta-feira, 25 de junho de 2008
MARIZE CASTRO E A POESIA POTIGUAR

Marize Castro
Natal 1962
Poeta e jornalista potiguar
Muralha
Porque me abasteci, estou de volta.
Trago comigo coisas abandonadas.
Coisas que os homens jogaram fora:
placentas, gânglios, guirlandas, guelras.
Retorno alimentada. Perigosa.
Mais mar. Mais aberta.
Hoje descobri que quando estou dormindo
Deus segura minha mão e a leva para seu rosto.
Para Ele
sou mulher e menina.
Para o mundo
sou silêncio e desordem.
Lassidão e rumor.
Uma muralha que sempre desejou ser flor.
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Nº 27– maio.2008
por Enzo Carlo Barrocco
nenhum cuidado: havendo o que cuidar,
cuidarei eu constantemente a te poupar
coitas que vão teu coito arrefecer.
vinda fora de tempo e de lugar
sombreando as alturas do prazer
com rasteiras tribulações do lar.
mostrando os horizontes de alegria
que tem a palmilhar no corpo dela:
— toda uma geografia em que te empinas
enquanto pelo teu meu amor vela.
Autor: Herberto Helder
Edição: Editora A Girafa
A poesia portuguesa atual se mostra no trabalho de Helder. Coerência, originalidade e técnica nos textos deste excelente autor.
Autor: Marquês de Sade
Edição: L&PM Pocket
Quatro excepcionais novelas que bem mostram o gênio literário do Marquês. Momento em que o autor foge de sua linha principal.
Autora: Maria da Silva Costa
Edição: Secult
Não espere neste livro a formalidade intransigente da gramática ou a austeridade inflexível da metrificação e, sim, o fluir natural do coração de uma pessoa vivida e com o sentimento acima de tudo o mais.
Abre-te ao sofrimento
Que é fruto dela e seu avesso ardente
. Ferreira Gullar (São Luís 1930) Poeta, romancista, dramaturgo, contista, e ensaísta maranhense.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
quinta-feira, 19 de junho de 2008
DOLABELA: UM POETA DE BOA CEPA

Marcelo Dolabela
Lajinha 1957
Poeta e cronista mineiro
BALANÇO DA DÉCADA
uma década tem mais de cem séculos
dez bilhões de vozes num único eco
mil e uma noites num mero segundo
poucos trilhões de silêncio num ponto
quanto se conta os átomos é ótimo
a hora fica interminável num átimo
não se chega nunca a nenhum lugar
e apenas se volta ao mesmo volume
um só dia tem bem mais de dez décadas
num rústico eco a maior biblioteca
da luz do segundo nenhum consenso
até quanto nos faltará silêncio
quarta-feira, 18 de junho de 2008
O DIÁRIO DOS PENSADORES - PÁGINA 28
-Nada causa tão seguramente a perdição de um povo como o deixar-se enganar por palavras e aparências.
- François Guizot (Nîmes 1787 – Val Richer 1874) político e historiador francês
Só admito que uma coisa não seja natural: a arte.
- André Gide (Paris 1869 – Idem 1951) romancista e ensaísta francês
Aparentar-se pelo coração é ser amigo.
- Pedro Nava (Juiz de Fora 1903 – Rio de Janeiro 1984) memorialista mineiro
A única maneira de se definir os limites do possível é ir além dele, para o impossível.
- Arthur Clarke (Minehead 1917) contista e novelista inglês
A imaginação veste o nu e despe o vestido.
- Mariano José Pereira da Fonseca, o Marquês de Maricá (Rio de Janeiro 1773 – Idem 1848) filósofo e matemático fluminense
Acreditar em rosas é o que as faz desabrocharem.
- Anatole France (Paris 1844 - Saint-Cyr-sur-Loire 1924) romancista francês
Privado do direito de dizer não, o homem torna-se escravo.
- Albert Camus (Mondovi 1913 – Villeblevin, França 1960) romancista, dramaturgo, ensaísta e jornalista francês, nascido na Argélia
O silêncio é o elemento no qual as grandes coisas se completam.
- Thomas Carlyle (Ecclefechan 1795 – Londres 1881) historiador, jornalista e filósofo escocês
A miséria oferece e a sociedade compra.
- Victor Hugo (Besançon 1802 – Paris 1885) ensaísta, poeta, dramaturgo e romancista francês
E o Cristo? É um anarquista que teve êxito.
- André Marlraux (Paris 1901 - Verrières-le-Buisson 1976) romancista e ensaísta francês
Precisamos de homens que possam sonhar com coisas que nunca foram feitas.
- John Kennedy (Brookline 1917 – Dallas 1963) político e ex-presidente americano
Tudo que vês é miragem. Procura a essência que não se vê.
- Kahlil Gibran (Bsharri 1883 – Nova York 1931) poeta libanês
terça-feira, 17 de junho de 2008
NOTAS PEQUENAS: A RENÚNCIA DO ESPERTALHÃO
por Enzo Carlo Barrocco

Bejani: pego de calças curtas
Eis que o prefeito de Juiz de Fora, Carlos Alberto Bejani, renunciou ao cargo, ontem dia 16.06.08, pressionado pela imprensa e pela opinião pública depois de ter sido preso pela segunda vez por ter se metido em falcatruas diversas. A Polícia Federal suspeita que Bejani recebia propinas mensais para favorecer o setor de transporte de Juiz de Fora. O próprio empresário do setor armou a arapuca para que Bejani caísse nela, gravando em vídeo alguns dos encontros. Bejani é apenas um dos milhares de canalhas de paletó e gravata que se ancoraram no serviço público para fraudar o Estado Brasileiro em todas as suas esferas.
ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE
Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...
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O POEMA... DEPOIS DA HECATOMBE Quando a torpe insensatez humana Varrer da terra toda a humanidade, Por entre as cinzas da radioatividade,...













