Catarino não gostava, em hipótese nenhuma, de um ex-vizinho que emprestara dele, certa feita, mil reais sem jamais ter havido pago. O calhorda mudara-se há tempos para o Bananal, colônia no extremo leste do município. Quando soube pela boca solta de seu cunhado Antônio que o ex-vizinho havia partido desta para uma melhor, resmungou: a essa hora ele já está por baixo das esporas de satanás...
Alex Brondani, gaúcho do Distrito de Arroio Grande, município de Santa Maria, poeta e contista, no convés da fragata desde 1974, é um dos novíssimos escritores que tem se destacado em vários concursos de poesias. O próprio poeta afirma que seus versos iniciais usam uma linguagem regionalista fortemente marcada pelo movimento nativista e tradicionalista do Rio Grande Sul. Embora os poemas de Brondani sejam de cunho intimista é perceptível a diversidade de temas em sua lavra. Saudemos Alex Brondani e sua excelente escrita.
Nem tanto pelos jogadores que não tiveram culpa de terem sido convocados, alguns justamente chamados outros nem tanto, mas pelo técnico arrogante e prepotente que humilhou um jornalista em rede mundial. Treinar secretamente para jogar com uma combalida Coréia do Norte, uma fraquíssima Costa do Marfim, uma inoperante Seleção de Portugal e Uma Seleção Chilena totalmente sem condições de jogar uma copa do Mundo, é realmente uma presunção muito grande. A Seleção brasileira não tem adversários à altura na América do Sul, por isso a fácil classificação nas Eliminatórias. E convenhamos: a Copa América e a Copa das Confederações foram conquistadas à base de lances, absolutamente, fortuitos que comprovam o frágil sistema tático desta Seleção de Dunga. Meu caro, a fila anda! Larga o osso!
Achel Tinoco, paraense de São Domingos do Capim, poeta, contista, cronista, romancista e ensaísta, no convés da fragata desde 1961, é um dos excelentes escritores da contemporaneidade brasileira comprometido com a literatura de boa estirpe. Embora tenha nascido no Pará, cedo mudou-se para a cidade baiana de Ibirataia. Com alguns livros publicados, Tinoco tem escritos publicados na imprensa da Bahia e de São Paulo.
O POEMA
GRAVURAS
De repente inesperado soluço
Um molusco à beira mar...
Músculo retrai-se ao impulso
O pulso que começa a pulsar.
Mas não me vêm as lágrimas
As marcas da pedra de anil
As águas-vivas das mágoas
As latas d'água de um rio!
O céu então se escurece,
Faz-se mortalha de anu;
O céu que se rende à tua prece
E o mar que pintaste de azul!