segunda-feira, 9 de janeiro de 2012

A POESIA DA IMAGEM - A CAIXA DE FERRO


DA SÉRIE: MONUMENTOS

Caixa D´água de São Braz - Belém - PA
 
                                                                      Foto: Enzo Carlo Barrocco

quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

EDGAR ALLAN POE NO DIÁRIO DOS PENSADORES

Os homens semeiam na terra o que colherão na vida espiritual: os frutos da sua coragem ou da sua fraqueza.
Edgar Allan Poe (Boston 1809 - Baltimore 1849) poeta, contista, novelista,  romancista e crítico literário americano


quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

CIDADE VELHA

Enzo Carlo Barrocco



Há nestas
ruas o cheiro cabano
entranhado nos velhos casarões
e nas torres seculares da Sé.
Ainda ecoam
os estampidos dos arcabuzes
e o lábio do caboclo gretado de sede e sol.
Ainda se levanta e poeira
das lutas
nos ventos antigos
e nas botas rotas
das tropas esfrangalhadas.

Angelim, Angelim
em cada uma dessas esquinas
teu suor ainda verte.

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

JOAQUIM CARDOZO: O ENGENHEIRO DA PALAVRA




O POEMA

1930

Na estranha madrugada
o homem alto, transpondo o portão da velha casa depõe no chão
frio
o corpo inanimado do seu irmão.
Da sombra das velhas mangueiras, por um momento,
surgiram curiosas as sombras dos melhores heróis de Pernambuco
antigo.
Sobre o corpo caiam gotas de orvalho e flores de cajueiro


O POETA











Joaquim Maria Moreira Cardozo (Recife 1897 – Olinda 1987), poeta, contista e dramaturgo pernambucano, é um desses excelentes  escritores que vale a pena descobrir. Talvez não possamos falar tudo e homenagear devidamente este poeta que a mídia, nem por sonho, tende a mencionar. Entretanto, Cardozo seguramente está incluído entre os dez maiores poetas brasileiros. Cardozo trabalhou com Lúcio Costa, como engenheiro na construção de Brasília

FLORES DE TRACUATEUA - CANTO Nº 11



Enzo Carlo Barrocco


ANUNCIAÇÃO

Um anjo acordou Maria,
a noite se encheu de luz;
o mensageiro anuncia
a chegada de Jesus.


A VITÓRIA VEM COM LUTA

O sol pra nascer não tarda,
logo, logo vem a aurora.
À luta! Não te acovarda,
esse momento é agora.

CELINA, A DECIDIDA

Celina Liz se insinua
quando me vê. Sendo assim:
não demora, toda nua,
deitará por sobre mim.


O PACIENTE

Lá fora a vida pulula
ao forte sol matinal,
enquanto estou preso à bula
e ao leito de um hospital.


A GUEIXA DE DIADEMA                                               

A minha frente Otamiko
despindo a roupa todinha;
seu corpo olhando fico,
que bela japonesinha.


ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...