segunda-feira, 10 de setembro de 2012

UMA REFLEXÃO



Enzo Carlo Barrocco

                                                              Foto: Rafael Grillo


















Seja esta manhã
um silencioso encontro
do azul e teus olhos...
Um agradecimento, uma reflexão.

Não olha para trás,
lembras somente;
amanhã não sabes
o que virá.


quinta-feira, 6 de setembro de 2012

ROBERTO CARLOS E A MÚSICA NO JIRAU



CD: É Proibido Fumar (1964)
Intérprete: Roberto Carlos
Gravadora: CBS



Possa ser que o movimento da Jovem Guarda em nada tenha contribuído para a MPB. O que importa? A verdade é que Roberto Carlos é um ícone dentro da MPB, e isto é inegável. Campeão em vendagens de discos, parte da crítica o detestam mas tenho a impressão que Roberto não se importa nem um pouco. “É Proibido Fumar”, é um dos primeiros trabalhos do “rei”, traz música inesquecíveis  da Jovem Guarda, como por exemplo: “ É Proibido Fumar” (Roberto e Erasmo Carlos), música que dá título ao disco; "Um Leão Está Solto nas Ruas" (Rossini Pinto); "Rosinha" (Osvald Audi – Athayde Júlio); "Broto do Jacaré" (Roberto e Erasmo Carlos); "Jura-me" (Jovenil Santos); a inesquecível  "O Calhambeque" (Gwen – John Loudermilk – Erasmo Carlos); "Amapola" (Lacalle – Roberto Carlos); a gostosíssima "Louco Não Estou Mais" (Roberto e Erasmo Carlos); "Meu Grande Bem" (Helena dos Santos). São doze músicas nas quais você  entrará um Roberto Carlos até preocupado com sua voz nasalizada, o que não acontece nos discos mais recentes.


quarta-feira, 5 de setembro de 2012

OS GÊNIOS DAS TINTAS - PAUL CÉZANNE





















Os Jogadores de cartas - 1890/1892

Óleo sobre tela
65 x 81,7 cm

Metropolitan Museum of Art, Nova Iorque.

PAUL CÉZANNE (Aix-en-Provence 1829 - Idem 1906) pintor  francês


5ª TRÍADE DE MINICONTOS


Enzo Carlo Barrocco


DESCOBRIMENTO
Grandes barcos parados além da boca do rio. Gente nua e desconfiada atenta às desconhecidas embarcações.

MADRUGADA
Ruas desertas à  periferia. Sono, sereno e chuva. Gatos nos vãos dos telhados.

ARIDEZ
Verão inconteste. A roça de Genildo não avança; sobre a terra seca seus esforços.

segunda-feira, 3 de setembro de 2012

UM PÁSSARO E UMA MANHÃ


Enzo Carlo Barrocco

















Há em mim um pássaro e uma manhã,
ambos luzentes,
pousados nas linhas poliacantas  do meu verso.

Observam o dia posto sobre as casas,
riso e punhal,
passos desesperados sob nós.

Correm o tempo, as sombras e tudo o mais;
flores e ruas
esparzidas sobre foices e papéis.

Pousados nas linhas poliacantas do meu verso,
ambos luzentes,
há em mim um pássaro e uma manhã.
 

ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...