sexta-feira, 19 de outubro de 2012

PÉROLAS DE CARANANDUBA - CANTO Nº 13



Enzo Carlo Barrocco


PONTE AÉREA
Ai, meu Deus, eu não confio
nessas estradas de vento!
Para mim é um tormento
a rota São Paulo – Rio.

TARDES AMAZÔNICAS
Os pássaros revoantes
diante de um sol poente;
não há ninguém que lamente.
Que tardes desconsertantes!

DESCASO MUNICIPAL
A cidade não tem jeito,
quanto lixo acumulado;
porém só tem um culpado:
evidente é o prefeito.

TUDO A SEU TEMPO
Por favor, mantém a calma
tudo irá se resolver!
Deus, atento, tudo vê
o que vai na tua alma.

OS COBRADORES DE DÍZIMOS
As igrejas são celeiros
de reais, de euros, liras,
uma chusma de pipiras
num pomar de mamoeiros.


quarta-feira, 17 de outubro de 2012

ALCEU VALENÇA E A MÚSICA NO JIRAU



















CD: FORRÓ  DE TODOS OS TEMPOS (1988)

INTÉRPRETE: ALCEU VALENÇA

GRAVADORA: SONY MUSIC




Alceu Valença com esse CD quis homenagear os forrozeiros nordestinos. Apenas a primeira música “Eu quero ver você dizer que sou ruim” (Alcimar Monteiro / Valença / Aracílio Araújo) se afasta do pretendido do disco. É a arte musical do nordeste representada por esse pernambucano que ama e  admira a sua música. Para quem gosta dos ritmos nordestinos vai encontrar neste trabalho um ótimo motivo para escutar música. “Forró de Olinda” (João de Lima / Aracílio Araújo), “Baião” (Luiz Gonzaga / Humberto Teixeira), “O Canto da Ema” (João do Vale / Ayres Viana / Alvertino Cavalcante), “O Xote das Meninas”  (Zé Dantas / Luiz Gonzaga), “Essa Menina” (Aracílio Araújo), “Rima com Rima” (Valença), “Cantiga do Sapo” (Buco do Pandeiro / Jackson do Pandeiro) são algumas das 13 músicas incluídas neste CD. “À Valança” que temos Alceu!


terça-feira, 16 de outubro de 2012

LAREIRA


Enzo Carlo Barrocco





















Ante à lareira
teu corpo magento;
o carmim das brasas
coadunam com teus lábios.

À lenha rutilante
teu corpo todo se aquece;
e este frio
penetrando as frinchas
traz à casa silêncio e arrepio.

Pode haver uma lua
lá fora,
sobre as araucárias,
sobre os eucaliptos.

A madrugada, no entanto,
aqui dentro,
vagarosamente se transforma
num poema.


ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...