quarta-feira, 5 de agosto de 2015
terça-feira, 4 de agosto de 2015
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
PARA NÃO ESQUECER OS TEMPORAIS
Enzo Carlo Barrocco
O dia turvo me acomoda a alma
tudo é tão soturno, tão tristonho,
é possível a chuva e hoje ponho
no verso toda a sensatez e toda a calma.
tudo é tão soturno, tão tristonho,
é possível a chuva e hoje ponho
no verso toda a sensatez e toda a calma.
Cai a chuva e o tempo enfadonho
pingo a pingo me ensopando a alma
põe-me à boca a prudência e a calma
por todo o tempo que tenho e disponho.
pingo a pingo me ensopando a alma
põe-me à boca a prudência e a calma
por todo o tempo que tenho e disponho.
O tédio irremitente me aquieta
avoluma-se a chuva no telhado
e fico, desse modo, descansado
avoluma-se a chuva no telhado
e fico, desse modo, descansado
contudo temporais trago guardados
dentro dos meus olhos sossegados.
quinta-feira, 16 de julho de 2015
A POESIA AMAPAENSE DE HERBERT EMANUEL
O POEMA...
olhar agora para estas peras
faz-me desejar comê-las
de outra forma:
salivar na boca
a palavra pera
deixar pingar um pouco
na página
depois recolhê-la
com um leve toque
dos dedos
antes de secar
...E O POETA
Herbert Emanuel, amapaense de
Macapá, poeta e ensaísta, no convés da fragata desde 1963, aos treze anos
mudou-se para Belém, onde residiu até 1998. Formado em filosofia pela UFPA,
lecionou no antigo Núcleo da Universidade, em Macapá. Com a apresentação do
poeta gaúcho Carlos Nejar lançou seu primeiro livro “Nada ou quase uma Arte”.
Olga Savary viu em Herbert uma genuína verve poética e o colocou na Antologia Poética Poesia do Grão-Pará, em 2001.
Em 1998, lançou, em parceria com
o artista plástico e mímico Jiddu Saldanha, Cartões Poéticos. Em 2006 lançou o livro “Do Crepúsculo ao outro
dia”, também em parceria Jiddu. Seus artigos
já foram publicados em inúmeros jornais sobre variados temas. Experimentemos
a poesia nortista de Herbert Emanuel.
terça-feira, 14 de julho de 2015
A LUZ ABSTRATA
Enzo Carlo Barrocco
A
luz se espalha abstrata
nas
águas que vão embora
mas
sei que não está na hora
não
é disso que se trata.
O
verso estão se converge
a
um estágio distinto
porém,
agora pressinto
que
algo ruim o persegue.
Surge
à margem do caminho
um
sol de final de dia,
na
paisagem tão prosaica
uma
certa melancolia,
não
perco a fé que carrego,
é
ela a minha alegria.
segunda-feira, 13 de julho de 2015
terça-feira, 7 de julho de 2015
segunda-feira, 6 de julho de 2015
segunda-feira, 15 de junho de 2015
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