sábado, 11 de setembro de 2021

O POEMA E O POETA

O POEMA... 


PARA ADORMECER AQUELE QUE VELA 

Há montanhas em sonhos

tão antigas,

onde sonham

os grãos da areia que te sonha

O que sobrevive na hora

que apaga a última claridade?

De quem faz a Noite a vontade?

Dia ou homem,

uma túnica de rancor é o que eles vestem,

e as montanhas vêm rugir

Caladas

Se veio o Tempo,

é que é tempo de colher sob as estrelas

o centeio negro com mãos mais brancas, caiadas.

...E O POETA 

Vicente Franz Cecim (Belém 1946 - Idem 2021), poeta, romancista, jornalista e publicitário paraense tinha, como muitos críticos abordavam, uma literatura multifacetada. A natureza tinha presença constante em sua escrita, sendo a Amazônia um dos pontos de sua literatura. Cecim reuniu seus trabalhos em Viagem a Andara o Livro Invisível. Em seu Manifesto Curau, o escritor fez um apelo à insurreição da Amazônia, lançado durante o Congresso da SBPC - Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência, de 1983, realizado em Belém. Entre 1975 e 1979 o escritor esteve envolvido com o cinema, quando fez algumas gravações em super-8. Há pouco Cecim estava entre nós produzindo a sua forte literatura reconhecida em todo o Brasil. Cecim era filho da, também, escritora Yara Cecim, falecida em 2009 a qual tive o prazer de conhecer pessoalmente e manter correspondência com ela um certo tempo. 

EnzoCB2021




segunda-feira, 6 de setembro de 2021

LEV YASHIN NA MÁQUINA DO TEMPO

O russo Lev Yashin, o Aranha Negra, para muitos, o melhor goleiro de todos os tempos, na Gávea,  Rio de Janeiro, de férias, onde fez alguns treinos no Flamengo, com o seu tradicional unifome preto, aos 36 anos, em 1965.




domingo, 5 de setembro de 2021

O PONTO DO LIVRO: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRAZ CUBAS

O PONTO DO LIVRO: MEMÓRIAS PÓSTUMAS DE BRAZ CUBAS 

Resenha 

Memórias Póstumas de Brás Cubas, um clássico brasileiro, é um romance que foi escrito por Machado de Assis, o qual, em princípio, tendo sido escrito como folhetim, entre março e dezembro de 1880, para a Revista Brasileira. No ano seguinte, foi publicado como livro, pela então Tipografia Nacional como Memorias Posthumas de Braz Cubas. Esse romance é narrado em primeira pessoa, e seu autor,  Brás Cubas, é um homem já falecido que desejava escrever a sua autobiografia. De uma família da alta sociedade carioca do século XIX, de sua sepultura o morto escreve suas memórias póstumas iniciando  com uma "Dedicatória" sugestiva: Ao verme que primeiro roeu as frias carnes do meu cadáver dedico como saudosa lembrança estas memórias póstumas. Machado inaugurou um novo estilo com audácia e inovação. Inclusive, confessou adotar a "forma livre" de Laurence Sterne em seu Tristram Shandy (1759–67), e de Xavier de Maistre, em Memórias Póstumas,  rompendo com a narração linear e objetivista de excelentes autores do final do Século XIX. Esse romance foi considerado a obra que iniciou o Realismo no Brasil, ainda que com elementos livres e próprios de Machado de Assis. 

*€NZOCB2021



sábado, 21 de agosto de 2021

LUIZ GONZAGA NA MÁQUINA DO TEMPO

O cantor, compositor e instrumentista pernambucano Luiz Gonzaga, o Rei do Baião, em um show que iria apresentar em Currais Novos, Rio Grande do Norte, aos 67 anos, em 1979.



domingo, 8 de agosto de 2021

O POEMA E O POETA: HERBERT EMANUEL

O POEMA...


mira bem
no centro
e dispara
a bala
da palavra
o som
que reverbera
dentro
sangue espesso
na página

...E O POETA

Herbert Emanuel, amapaense de Macapá, poeta e filósofo,  no convés da fragata desde 1963,  à certa época mudou-se para Belém  do Pará onde viveu até 1988. Seus estudos se deram na capital paraense onde se formou em filosofia pela Universidade Federal do Pará. Leciona Filosofia, desde 1989, no antigo Núcleo da Universidade Federal do Pará, em Macapá. Seu primeiro livro publicado "Nada ou quase uma arte", foi prefaciado pelo poeta Carlos Nejar. Em 1998, publicou juntamente, com o artista plástico e mímico Jiddu Saldanha, Postais Poéticas.  Alguns poemas seus foram incluídos na Antologia Poética Poesia do Grão-Pará, em 2001, com seleção e notas da poeta paraense Olga Savary. Hoje trabaha como consultor e conferencista, se reportando sobre temas relacionados a arte, a cultura, a educação e a ecologia, tanto no Amapá, como fora dele. Tem vários artigos publicados em diversos periódicos daquele Estado sobre diversos temas.



ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...