quinta-feira, 2 de agosto de 2007

JIRAU DOS CÉLEBRES : LUÍSA PARENTE


Luisa Parente: nossa primeira ginasta medalhista

por Enzo Carlo Barrocco

Luisa Parente Ribeiro Carvalho, fluminense do Rio de Janeiro, no convés da fragata desde 1973, começou sua vida esportista aos seis anos de idade na escolhinha do Flamengo. Luisa foi a primeira ginasta brasileira a se classificar para uma Olimpíada. Com Georgete Vidor (Rio de Janeiro 1958), Luisa conquistou inúmeros prêmios em campeonatos nacionais e Pan-americanos. Em 1988 e 1992, Luisa participou das Olimpíadas de Seul, na Coréia do Sul e Barcelona, na Espanha, respectivamente. Luisa foi sete vezes campeã brasileira individual geral desde 1984; campeã sul-americana adulta, em 1989; campeã da I Copa Pan-americana, em 1989; Medalha de Bronze nas barras nos jogos Pan-americanos de Indianápolis, em 1987; medalha de ouro no salto e nas barras nos jogos Pan-americanos de Havana, em 1991; medalha de prata no salto nos Jogos Universitários Mundiais, na cidade de Buffalo, EUA, em 1993; encerramento oficial da carreira nos Jogos Pan-americanos de Mar del Plata, em 1995. Atualmente casada e mãe de dois filhos Luisa é supervisora do Grupo Luisa Parente Imagynação que promove iniciação à ginástica. É também consultora esportiva e membro da Comissão Nacional de Atletas e da Comissão Nacional Antidoping do Ministério do Esporte, assim como comentarista da TV Bandeirantes. Luisa Parente foi a precursora da ginástica artística no Brasil abrindo caminho para os campeões que temos hoje neste esporte. Laís Souza, Daniele Hipólyto, Daiane dos Santos, Jade Barbosa, Diego Hipólyto, Mosiah Rodrigues e tantos outros que aí estão e os que ainda virão, certamente, têm em Luisa um ídolo em quem se espelhar. O esporte brasileiro deve muitíssimo a Luisa Parente que atuou em um tempo que teve de lutar à frente de um pequeno grupo para levar adiante a ginástica artística no Brasil. Formada em Educação Física pela Universidade Gama Filho e em Direito pela Faculdade Cândido Mendes, desempenha funções em ambas as profissões.


terça-feira, 31 de julho de 2007

JIRAU DI/VERSO Nº 5


Nº 05 – Julho.2006
por Enzo Carlo Barrocco
A poesia senegalesa de Léopold Sédar Senghor
O POEMA

VISITA

Na escassa penumbra da tarde,
sonho.
Vêm me visitar as fadigas do dia,
os defuntos do ano, as lembranças da década,
como uma procissão dos mortos daquela aldeia
perdida lá no horizonte.
Este é o mesmo sol, impregnado de miragens
o mesmo céu que presenças ocultas dissimulam
o mesmo céu temido daqueles que tratam
com os que se foram.
Eis que a mim vêm os meus 
* Tradução de Guilherme de Souza Castro
O POETA

Léopold Sédar Senghor (Joal-Fadiouth 1906 – Verson, França 2001 ) poeta, ensaísta e político senegalês. Embora tenha sido essencialmente poeta, Senghor também enveredou pelos caminhos do ensaio. Na França, para onde havia se mudado, foi feito prisioneiro pelos nazistas, à época da II Guerra Mundial. Em 1945, foi eleito deputado pelo Senegal, assim como, depois, seu primeiro presidente. A Academia Francesa de Letras o elegeu para as suas lides em 1983, sendo, portanto o primeiro africano a ocupar uma cadeira naquela Casa.

ooooo

Estante de Acrílico
Livros Sugestionáveis

“O Defunto e Outros Contos”
Autor: Eça de Queiroz
Edição: Editora Tecnoprint S.A.
Belíssimo livro. Eça e sua impressionante capacidade de contar histórias. “Singularidades de Uma Rapariga Loura”, “Frei Genebro” e “Suave Milagre” são preciosidades da literatura mundial.

“Vampiros Extraterrestres na Amazônia” (Ensaio)
Autor: Daniel Rebisso Giese
Edição do Autor
As supostas aparições de discos voadores na região Amazônica, principalmente na região nordeste do Pará, com relatos e fotos. Rebisso, ufólogo que é, trata o assunto com muita seriedade.

“E Todas as orquestras Acenderam a Lua” (Poesias)
Autora: Lília Silvestre Chaves
Edição: Imprensa Oficial do Estado do Pará
O sentimento feminino se encaixa perfeitamente em “Todas as...”, no que diz respeito ao romantismo. A alma feminina falando, gesticulando, amando...
ooooo

A FRASE DI/VERSA
“Caminhando e semeando, no fim terás o que colher”.
- Cora Coralina (Goiás Velho 1889 – Goiânia 1985) poeta e contista goiana

ooooo

DA LAVRA MINHA





CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE: A MAIS ALTA VOZ DA POESIA BRASILEIRA


Carlos Drummond de Andrade
Itabira 1902 - Rio de Janeiro 1987
Poeta, contista e cronista mineiro

Poema da purificação

Depois de tantos combates
o anjo bom matou o anjo mau
e jogou seu corpo no rio.

As água ficaram tintas
de um sangue que não descorava
e os peixes todos morreram.

Mas uma luz que ninguém soube
dizer de onde tinha vindo
apareceu para clarear o mundo,
e outro anjo pensou a ferida
do anjo batalhador.

O DIÁRIO DOS PENSADORES - PÁGINA 6


A guerra, que era antes o primeiro dos recursos, é hoje o último deles
e amanhã será um crime.
- José Marti (Havana 1853 – Dos Rios 1895) poeta, ensaísta e jornalista
cubano

Podemos curar qualquer mal com dois remédios: o tempo e o silêncio.
- Alexandre Dumas, Pai (Villers-Cotterêts 1802 - Puys, próximo de Dieppe 1870) romancista e dramaturgo francês

Toda arte é uma revolta contra o destino do homem.
- André Malraux (Paris 1901 - Verrières-le-Buisson 1976) romancista e ensaísta francês

Ao lidar com insanos o melhor método é fingir ser são.
- Herman Hesse (Calw 1877 – Montagnola, Suíça 1962) poeta e romancista alemão

As noivas modernas preferem conservar os buquês e jogar seus maridos fora.
- Groucho Marx (Nova York 1890 – Los Angeles 1977) ator comediante americano

Amor é algo que acontece entre homens e mulheres que não se conhecem.
- William Somerset Maugham (Paris 1874 – Nice 1965) contista, dramaturgo, romancista e ensaísta inglês nascido na França

Só não existe o que não pode ser imaginado.
- Murilo Mendes (Juiz de Fora 1901 – Lisboa 1975) poeta e ensaísta mineiro.

A mulher é o mais belo defeito da natureza.
- John Milton (Londres 1608 – Idem 1674) poeta inglês

A revolução não é sublevação contra a ordem preexistente, mas a implantação de uma nova ordem que vira a tradicional do avesso.
- José Ortega y Gasset (Madri 1883 – Idem 1955) filósofo e humanista espanhol

A vida é um espetáculo maravilhoso, mas nossos lugares não são bons e não entendemos o que estamos assistindo.
- George Clemenceau (Mouilleron-en-Pareds 1841 – Paris 1929) político, ensaísta e jornalista francês

Conserva-te calmo. Tudo acabará dentro de mais cem anos.
- Ralph Waldo Emerson (Boston 1803 – Concord 1882) poeta, filósofo e ensaísta americano

Convém, em certas ocasiões, ocultar o que se traz no coração.
- Jean-Baptiste Poquelin, o Molière (Paris 1622 – Idem 1673) dramaturgo e ator francês

quarta-feira, 25 de julho de 2007

UM PÁSSARO E UMA MANHÃ

A ENGENHOSA PALAVRA DE JOAQUIM CARDOZO


Joaquim Cardozo
Recife 1897 - Olinda 1978
Poeta, dramaturgo e engenheiro pernambucano
AQUARELA
Macaíbeiras chovendo
Cheiro de flor amarela;
Cheiro de chão que amanhece.
Estavas sob a latada
Quando te abri a janela.
Cheiro de jasmim laranja
Pelos jardins anoitece;
Junto a papoulas dobradas,
Num canteiro florescendo,
A tua saia singela.
Macaíbeiras chovendo
Cheiro de flor amarela...
Não sei se és tu, se eras outra,
Não sei se és esta ou aquela,
A que não quis nem me quer,
Fugindo sob a latada
Nessa tarde de aquarela.
Macaíbeiras chovendo
Cheiro de flor amarela...

LUAS DE AJURUTEUA - Canto nº 1






terça-feira, 17 de julho de 2007

RIOS ENVENENADOS- 1º Canto





































MENOTTI DEL PICCHIA: A POESIA DE UM MODERNISTA


Menotti Del Picchia
São Paulo 1892 - Idem 1988
Poeta, romancista, cronista, ensaísta, pintor e jornalista paulista
NOITE
As casas fecham as pálpebras das janelas e dormem.
Todos os rumores são postos em surdina,
todas as luzes se apagam.
Há um grande aparato de câmara funerária
na paisagem do mundo.

Os homens ficam rígidos,
tomam a posição horizontal
e ensaiam o próprio cadáver.

Cada leito é a maquete de um túmulo.
Cada sono em ensaio de morte.

No cemitério da treva
tudo morre provisoriamente.

ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...