sexta-feira, 10 de outubro de 2008
LUAS DE AJURUTEUA - Canto nº 5
TRAMAMBÁ
Logo que o dia desponta
nas matas do Tramambá,
a natureza se mostra,
coisa mais linda não há!
O TEU NOME
Se vivo hoje escrevendo
teu nome (alumbramento)
é que não consigo esquecê-lo
nem sequer por um momento.
ÓCIO
As nuvens pairam pesadas,
a chuva se anuncia,
que bom que seja domingo
não trabalho nesse dia!
POR UM SIMPLES E INESTIMÁVEL OLHAR
No jardim da minha casa
crescem linda magnólias,
mas nada disso me vale
se passas e não me olhas.
NOITE FASCINANTE
A lua se apodera
de uma noite fascinante;
saímos, pois, para a rua
e a minha amante.
quinta-feira, 9 de outubro de 2008
QUATRO BICHOS
O elefante vive trombudo.
Será infeliz?
O tamanduá não sabe onde pôr o nariz.
O porco não toma banho,
que porcaria temos aqui!
A hiena, ao contrário do elefante,
apenas ri.
O elefante não tem nenhuma alegria,
a hiena ri de tudo, todo dia.
O porco não toma banho, é mesmo um porco
como se diz.
O tamanduá, por sua vez, não sabe onde pôr o nariz.
A TENDA DOS BLOGUEIROS - ASPAS
disse certa vez um mestre a um monge que lhe pediu que ensinasse como limpar a mente. Dias depois, o monge voltou, confuso, implorando:
- Mestre, não quero mais limpar a mente, mas, por favor, me ajude a me livrar dos macacos.
***
DO BLOGUE ASPAS
http://aspas.blogsome.com/
segunda-feira, 6 de outubro de 2008
COM SANDRA ANNENBERG POR OUTROS CAMPOS DE TRIGO
por Enzo Carlo Barrocco
Sandra Annenberg, paulista da capital, jornalista e atriz, no convés da fragata desde 1968, começou na televisão em 1974, quando participou, na TV Cultura de São Paulo de um teleteatro. O cineasta Fernando Meireles (São Paulo 1955) dirigiu Sandra no programa Crig-Rá, na TV Record. Na Rede Bandeirantes, juntamente com Luciano do Valle (Campinas, SP 1947) e Juarez Soares (São José dos Campos, SP 1941) apresentou um programa esportivo. Em 1984, comandou o programa TV Criança, na Rede Bandeirantes. Ainda na TV Cultura apresentou os programas “Vitória”, “Grandes Concertos” e “Festivais da M.P.B.”. Embora não tenha concluído o curso de artes dramáticas, trabalhou como atriz no programa “Bronco”, e nas minisséries “Chapadão do Bugre”, da TV Bandeirantes; “A República”, “A.E.I.O.Urca” e Tarcísio e Glória, da Rede Globo. Trabalhou, também, nas novelas “Pacto de Sangue”, da Rede Globo e “Cortina de Vidro”, do SBT. Depois disso, na TV Record apresentou o programa “Sport Shopping Show”, ao lado de Osmar Santos (Osvaldo Cruz, SP 1949). Apresentou, em seguida, os programas “Super Esporte” e “TV Franchising”. Em 1991 começou como apresentadora da previsão do tempo na Rede Globo. Entre 1993 e 1996 Apresentou o “Fantástico” e entre 1997 e 1998 acumulou as funções de apresentadora e editor-executiva do “Jornal da Globo”. Em 2000 trabalhou como correspondente da Globo
sexta-feira, 3 de outubro de 2008
A TENDA DOS BLOGUEIROS - ANIMUS VIVENDI
SOBRE ESQUINAS E SINAIS...
"A internet desvendou no google tudo o que busquei nos dicionários a vida inteira.
Enciclopédias, cabalas, mapas e posições assimétricas das estrelas.
Tudo inútil.
O homem só aprende a morte e o silêncio."
Araripe Coutinho
DO BLOG ANIMUS VIVENDI
http://karvelbrazil.spaces.live.com/
quarta-feira, 1 de outubro de 2008
O DIÁRIO DOS PENSADORES - PÁGINA N° 31

Alguns dizem que o trabalho duro nunca matou ninguém, porém eu
digo: por que arriscar?
- Ronald Reagan (Tampico 1911 - Los Angeles 2004) ator, político
e ex-presidente americano
A música não faz a revolução. Nosso poder é o de encantar, alegrar e, em determinados momentos, formar. Podemos fazer política sem sermos políticos. Mas não somos donos do país, somos regidos por rum sistema, de acordo com ele ou não.
- Luís Gonzaga do Nascimento Júnior, O Gonzaguinha (Rio de Janeiro 1945 – Em um acidente automobilístico em Curitiba, PR 1992) cantor e compositor fluminense
Através do tempo o lucro impiedoso cresceu e campeou. É ele que faz as calamidades e as guerras, porque a ambição ilícita é que a gera a ferocidade da espoliação e da conquista.
- Afrânio Peixoto (Lençóis 1867 – Rio de Janeiro 1947) romancista, crítico e historiador literário baiano
Ninguém pode ser sábio com o estômago vazio.
- George Eliot (Chilvers Coton 1819 – Londres 1880) novelista e romancista inglesa
Tolerância é paciência concentrada.
- Thomas Carlyle (Ecclefechan 1795 – Londres 1881) historiador, jornalista e filósofo escocês
Amor: pertence a quem nele pensa.
- Marcel Achard (Sainte-Foy-lès-Lyon 1899 – Paris 1974) ensaísta e dramaturgo francês
Não se cria nada com um texto que se compreende com excessiva exatidão.
- Miguel de Unamuno (Bilbao 1864 – Salamanca 1936) ensaísta, romancista, poeta e filósofo espanhol
Carro e mulher são bons para quem tem dois.
- Sérgio Porto, o Stanlislaw Ponte Preta (Rio de Janeiro 1923 – Idem 1968) cronista e humorista fluminense
Escolha sempre o caminho que pareça o melhor, mesmo que seja o mais difícil; o hábito brevemente o tornará fácil e agradável.
- Pitágoras (Samos 582 – Metaponto
Buscando o bem de nossos semelhantes, encontramos o nosso.
- Platão (Atenas 429 – Idem
INFIDELIDADE
sexta-feira, 26 de setembro de 2008
MARIA
Conto
por Enzo Carlo Barrocco
Maria soubera há pouco que Jesus havia sido preso. O fato não lhe traiu imperturbação ou desassossego. Encostou-se à quina da porta com as mãos ao peito. Sabia, há tempos, dessas coisas, desse destino. Marta, que pernoitara ali, disse-lhe algo, mas não prestou atenção. Olhou, à porta interior, a bacia com a água para a ablução que lhe havia preparado; sabia que nunca mais a usaria. Contemplou o mocho, feito por ele, encostado à parede, ajudante, quando menino, à carpintaria de José. Jesus esteve àquela cozinha várias vezes. Àquela noite o esperou. Agora lhe veio uma dor pungir-lhe a alma. Aonde teriam levado seu filho? Pois um filho – pensava - é feito uma flor que mesmo durando apenas um dia, contudo a planta a concebe.
A manhã púrpura deva um ar aflitivo ao tempo. Botara a túnica alva e convidara Marta. Iria ao Pontifício; com certeza o haviam levado para lá. Descia as escadarias, atravessava as pontículas como se seus pés não tocassem os rebos. Pelas vielas, silêncio. Inédito que pessoa alguma, àquela hora, andasse por ali. Um asno, amarrado ao toco, levantara a cara à passagem das mulheres.
À frente do prédio um velho cego esticava uma espécie de tigela ao ouvir os passos. Perguntado se houvera ali alguma manifestação, respondeu com sua voz rouca e funda, que sim, mas pelo que escutara falar, pois nem prestara muita atenção, visto que estava preocupado em esmolar, um certo Nazareno provocara no Pontifício grande aglomeração, mas que há pouco fora levado a Pôncios.
Agarrada ao braço de Marta, nesse momento, já nem pertencia mais a terra. Era como se o vento morno de Jerusalém a carregasse. Contritas, atravessaram a quelha lateral ao prédio e ganharam as escadarias leste. Longe ouviram a turba. Pararam por trás de uma mureta baixa; Maria, então, viu o filho no meio daqueles homens rudes; com as mãos amarradas à frente, um manto rubro sobre os ombros, algo parecido como um cetro nas mãos e, só depois pôde definir, uma cora de espinhos à fronte. Naturalmente, pensou, estavam-no humilhando. Reconheceu Pilatos ao sólio, gesticulando, apontando. O alvoroço não as deixava escutar. Vez por outra, legionários com as lanças em horizontal empurravam o povaréu que mais se chegava à escadaria. Não tinha coragem de chegar mais perto. Mesmo não podia fazer tal, que todos aqueles acontecimentos já sabia.
Após, trouxeram um homem desconhecido para ela. Pilatos falara alguma coisa. Juntamente com o pretor apontava o outro homem. Depois viera saber que aquele homem chamava-se Barrabás, salteador que matara um decurião tempos antes. Depois disso a turba começou a gritar. A algazarra era tanta que a legião teve de usar lanças para controlar a manifestação. Antes, Pôncios, sem Maria poder entender, lavara as mãos numa vasilha trazida por um servo bruno e esguio. Por certo iriam crucificá-lo. Por uma sêmita acompanhou o povo, juntamente com Marta, e se postaram ao átrio central.
Um quarto de hora após, avistou o filho com um madeiro às costas seguido por uma decúria e dois outros condenados. Tiraram-lhe o cetro e o manto, deixando-lhe a coroa de espinhos à fronte. Bem a seus pés, Jesus parou. Estava sujo, descalço, roto, curvado pelo peso. Quis interpelá-lo, mas conteve-se. Esticou a mão para tocá-lo; um legionário fê-la recuar rudemente. Jesus não a viu. Um decurião obrigou-o a prosseguir...
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
SILVESTRIN E O POEMA ESTRATÉGICO
ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE
Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...
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O POEMA... DEPOIS DA HECATOMBE Quando a torpe insensatez humana Varrer da terra toda a humanidade, Por entre as cinzas da radioatividade,...





