sexta-feira, 15 de novembro de 2019

NA SEARA DOS ESCRITORES: JOSÉ LINS DO REGO

José Lins do Rego Cavalcanti (Pilar 1901 — Rio de Janeiro 1957) romancista e cronista paraibano, considerado um dos romancistas regionalistas de maior expressão da literatura brasileira. Otto Maria Carpeaux, dizia que José Lins era "o último contador de histórias". Seu romance de estreia, Menino de Engenho (1932), foi publicado com muita dificuldade, embora tenha sido demais elogiado pela crítica à época. José Lins do Rego nomeou cinco livros escritos por ele como "Ciclo da cana-de-açúcar", em referência a decadência dos velhos engenhos açucareiros nordestinos que eram vistos de modo cada vez menos nostálgicos e mais realistas por ele: Menino de Engenho (1932), Doidinho (1933), Bangüê (1934), O Moleque Ricardo (1935) e Usina (1936). A obra de José Lins do Rego não é apenas uma denúncia sócio-política, mas, afirmou Manuel Cavalcanti Proença, igualmente em sua "sensibilidade à flor da pele, na sinceridade diante da vida, na autenticidade que o caracterizavam". Aqui a sua obra-prima "Fogo Morto", que mostra, em linguagem sui generis, a decadência dos engenhos de cana-de-açúcar, que em tempos áureos foram o grande marco econômico nordestino. A crítica literária o insere como parte da 2ª fase do modernismo brasileiro, publicado em 1943, sendo a última obra mais expressiva dos ciclos "cana-de-açúcar".

 

sábado, 9 de novembro de 2019

A LANTERNA DOS LUMIÈRES: A GRANDE FAMÍLIA

OS PODERES DA COMPUTAÇÃO

OS INCRÍVEIS (THE INCREDIBLES)
Animação, EUA, 2004, 1h56.
Direção e Roteiro: Brad Bird
Estúdios Pixar Animation

Depois que o governo baniu o uso de superpoderes, o maior herói do planeta, o Sr. Incrível, vive agora uma vida normal e pacata com sua família. Apesar de feliz com a vida doméstica, o Sr. Incrível ainda sente falta dos tempos em que viveu como super-herói, e sua grande chance de entrar em ação novamente surge quando um velho inimigo volta a atacar. Só que agora ele terá que contar com a ajuda de toda a família para vencer o vilão. O filme foi indicado a quatro Óscares ganhando dois: Melhor Filme de Animação e Melhor Edição de Som. Diversão garantida para crianças e adultos. Trata-se do mais longo filme de animação em computação gráfica já produzido até o seu lançamento.

TV ABERTA / GLOBO



terça-feira, 29 de outubro de 2019

O GRAMOFONE DE BERLINER: BETO GUEDES

por Enzo Carlo Barrocco 

Alberto de Castro Guedes, mineiro de Montes Claros, cantor, compositor e multi-instrumentista, no convés da fragata desde 1951, na sua adolescência já tocava em bandas e aos 18 anos participou do V Festival Internacional da Canção, com sua composição Feira Moderna, em parceria com Fernando Brant. A música mineira sempre foi uma das sua principais influências, juntamente com o rock dos anos 1960 e dos choros de Godofredo Guedes, seu o pai, que era seresteiro. Participante do Clube da Esquina, que o projetou nacionalmente junto com os compositores mineiros Milton Nascimento, Lô Borges e Fernando Brant. Lançou seu primeiro LP, em 1977, A Página do Relâmpago Elétrico que foi um sucesso comercial. Em 1978, lançou seu segundo LP, Amor de Índio, cuja faixa-título foi o maior sucesso de sua carreira. Em 1986, saiu o disco Alma de Borracha pela gravadora Odeon, com o qual ganhou seu primeiro disco de ouro, ultrapassando a incrível marca de 200 mil cópias vendidas A canção "Lágrima de Amor" entrou para a trilha da telenovela Brega & Chique. Alguns anos antes, outro grande sucesso dele, "Sol de Primavera", foi tema de abertura da telenovela Marina, da Rede Globo, em 1980. Hoje Beto segue a carreira solo com o relançamento de seus antigos LPs no formato de CD pela EMI, em 1997. Em 1998 gravou Dias de Paz, uma seleção de releituras que inclui duas inéditas. A Biscoito Fino lançou em 2010, o segundo DVD do cantor, "Outros Clássicos", que traz composições que não são muitas conhecidas. Em 2001 foi lançado um trabalho audiovisual de Guedes, "50 Anos ao Vivo". Aqui seu álbum "Contos da Lua Vaga", de 1981, com destaque para as músicas O Sal da Terra (Beto Guedes e Ronaldo Bastos), Contos da Lua Vaga (Beto Guedes e Márcio Borges) e Noite Sem Luar (Godofredo Guedes).


ALVARENGA PEIXOTO: O POETA INCONFIDENTE

Inácio José Alvarenga Peixoto, poeta fluminense (Rio de Janeiro 1744 – Ambaca, Angola 1793), estudou no Colégio dos Jesuítas no Rio de Janei...