segunda-feira, 3 de novembro de 2014

POEMA PARA NÃO ESQUECER

Enzo Carlo Barrocco




















Venho pouco
      meus lábios de vime,
a solidão na face,
o que se possa doer.

Venho longo
      e minha sombra
sobre as folhas gretadas
de azul e mármore.

Venho, assim,
      nesta nau grotesca;
singra a quilha o corpo gris...
venho escanchado  no lombo do poema.



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